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São Paulo – Com sede em Guaxupé, no Sul de Minas, e área de atuação envolvendo também o Cerrado Mineiro e a Média Mogiana, em São Paulo, a Cooxupé deve fechar 2018 com recebimento recorde de café.

Até agora já foram entregues à cooperativa 6,3 milhões de sacas, “mas vamos chegar aos 6,4 milhões, tem ainda 30 dias”, afirmou o presidente da cooperativa, Carlos Paulino. Em 2017, o recebimento foi de 5,2 milhões de sacas, disse.

O aumento deve-se ao salto na produção e à “recuperação de cooperados”, aqueles que, após um período sem entregar café, voltaram a fazê-lo graças a uma melhora financeira, explicou o presidente da Cooxupé. Só esse grupo foi responsável por destinar 400 mil sacas à Cooxupé neste ano.

Do lado das exportações, contudo, a Cooxupé espera encerrar 2018 aquém da meta. Os embarques devem totalizar algo entre 3,9 milhões e 4 milhões de sacas, em linha com o visto em 2017, mas abaixo dos 4,2 milhões previamente esperados.

“Não vamos atingir porque teve a greve dos caminhoneiros, que reduziu muito (as vendas). Depois até tinha condições de preparar esse café, mas não tem navio. Se tivesse mais embarcação, teria como recuperar aquele período parado. Lá em Santos (SP) está uma briga de foice para embarcar”, disse, referindo-se ao porto por onde é exportada a maior parte do café brasileiro.

O setor tem lidado com uma falta de espaço em navios para exportar o café, conforme operadores e companhias marítimas, uma vez que o ritmo de importações do País reduz a disponibilidade de contêineres na exportação. (Reuters)