O estádio Magalhães Pinto - o Mineirão -, na Pampulha, vai receber quatro jogos na primeira fase e mais um na semifinal - Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

Mesmo que a seleção masculina de futebol não apresente o mesmo brilho de outras épocas, o torcedor brasileiro não deixa de amar o esporte bretão e se anima com a oportunidade de ver em campo estrelas internacionais como os uruguaios Edinson Cavani e Luis Suárez e o argentino Lionel Messi. E quem tenta ganhar fôlego junto com os torcedores é a cadeia produtiva do turismo.

Em entrevista coletiva na tarde de ontem (12), o presidente da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Minas Gerais (Fhoremg) e do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de BH (Sindhorb), Paulo Cesar Pedrosa, afirmou que os eventos internacionais são sempre uma grande oportunidade para a cidade alcançar visibilidade.

“Esperamos uma taxa de ocupação média de 70%. Este é um número muito bom para Belo Horizonte diante da grave crise econômica que o Brasil continua vivendo, mas ainda não é o ideal. A Copa América não é um evento tão quente como gostaríamos. Teremos cerca de 50 hotéis impactados”, explica Pedrosa.

O estádio Magalhães Pinto – o Mineirão – vai receber quatro jogos na primeira fase e mais um na semifinal. O primeiro jogo acontece no dia 16 de junho, entre Uruguai e Equador. No dia 19, jogam Argentina e Paraguai. No dia 22, Bolívia e Venezuela e dois dias depois, Equador e Japão. A semifinal acontece no dia 2 de julho e pode contar com a presença do Brasil se a seleção se classificar em primeiro lugar no seu grupo (A), que conta também com Bolívia, Peru e Venezuela.

Entre as seleções que jogarão em Belo Horizonte, a maior expectativa é sobre a Argentina. É o jogo dela com o Paraguai que deve atrair o maior número de turistas.

“Esperamos pela proximidade e tradição muitos visitantes do Uruguai e Argentina e também do Chile, que é o mais recente campeão. Mas o Chile, infelizmente, não vem para Belo Horizonte nessa primeira fase. O que pode nos ajudar a melhorar esses resultados é a vinda do Brasil para a semifinal. É importante lembrar que em um jogo como esse não são só os torcedores, mas também as equipes que vêm trabalhar em função do evento. A maior movimentação começa cinco dias ou até uma semana antes”, pontua o presidente da Fhoremg.

Esse é o momento da cidade mostrar seus atrativos e os hotéis seus diferenciais. No Intercity BH Expo, na região Oeste, o evento esportivo não teve um grande impacto. Feiras de agronegócios como a Megaleite e a 38ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, que também acontecem no mês de junho, praticamente ao lado do hotel, no Parque de Exposições Bolivar de Andrade, na Gameleira, elevaram a ocupação para 90%.

Do outro lado da cidade, na região Leste, o hotel BHB, implantou tarifas promocionais para o período e como diferencial não exigiu mínimo de noites hospedadas. De acordo com a gerente de Marketing do BHB, Rebecca Freitas, a média de ocupação no período já está em torno de 80%, com destaque para o dia do jogo da Argentina contra o Paraguai.

“Acreditamos que temos espaço para crescer nos dias em que a ocupação ainda não está tão alta. Sem dúvida essa taxa de ocupação é mais representativa do que em outros anos no mesmo período, já que a cidade costuma ter um esvaziamento nos meses de junho e julho por conta do foco no turismo de negócios. A exposição na mídia antes e durante o evento proporciona um interesse maior na cidade e seus atrativos, movimentando a rede hoteleira que receberá os times e os torcedores que virão acompanhar o evento”, avalia Rebecca Freitas.