Pimenta: empresa desenvolveu três modelos de negócios - Carolina Barbosa

A rede de laboratórios paulista CRM Líquor, especializada em exames do Líquido Cefalorraqueano – ou Líquor – utilizado para diagnóstico de doenças do sistema nervoso planeja crescimento para Minas Gerais por meio do modelo de franquias.

Com unidades em São Paulo e Brasília, a rede já negocia a abertura do primeiro laboratório em Belo Horizonte. Uberlândia, no Triângulo; Juiz de Fora, na Zona da Mata; e Montes Claros, no Norte de Minas; também já estão no radar.

O exame de Líquor é utilizado no diagnóstico de doenças infecciosas como: miningites, encefalites e meningoencefalites; doenças neoplásicas: Carcinomatose Meníngea; doenças inflamatórias: Esclerose Múltipla, Síndrome de Muller-Fischer e Encefalites Auto Imunes e Paraneoplásicas; doenças metabólicas: Erros Inatos do Metabolismo e Doenças Mitocondriais; doenças vasculares: Hemorragias subaracnóideas e Hipertensão Intracraniana idiopática; entre outros exemplos e funções.

De acordo com o fundador da rede CRM Líquor, Rene Pimenta, a empresa desenvolveu três modelos de negócios: o modelo Coleta, em que o franqueado fica responsável por realizar o exame de líquor e enviar para a matriz em São Paulo. O standard segue o mesmo padrão, mas caso o médico já tenha um consultório, a franquia pode se instalar no ambiente já utilizado pelo médico. E o terceiro modelo, CRM Líquor Total, conta com a coleta e análise in loco, além do software e estrutura da franqueadora. O investimento médio é a partir de R$ 100 mil.

“Somos um laboratório especializado na coleta e análise do líquor. Esse exame é uma ferramenta muito utilizada por neurologistas, infectologistas e pediatras, entre outros profissionais. Nós temos a padronização do procedimento que vai da recepção do paciente até a análise global do material coletado. O que fazemos, então, é unir um médico especialista, que passará por treinamento conosco a uma estrutura em que ele possa fazer a coleta e enviar para São Paulo ou fazer a análise no próprio local, de acordo com o modelo escolhido para aquela região”, explica Pimenta.

Para receber um modelo completo da franquia, a cidade deve ter mais de 700 mil habitantes ou agregar um milhão de pessoas no seu entorno. Cidades menores, mas que sejam centros médicos importantes e abriguem faculdades de medicina, também são propensas a receber o modelo. Para o formato apenas de coleta, é necessário que a cidade ou região tenha mais de 300 mil habitantes.

“Focamos na divulgação para o corpo clínico da região. Quanto mais facilitarmos para os pacientes, médicos e convênios, mais eles acabam utilizando. Temos os pacientes ambulatoriais e os pacientes externos. Uma cidade como Belo Horizonte pode, facilmente, ter duas unidades completas”, pontua o médico.