O Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m² – projeto-padrão R8-N) registrou alta de 0,10% em março e ficou 0,03 ponto percentual abaixo do mês anterior, cuja variação foi de 0,13%. Dentre os componentes do CUB/m² observou-se, em março, alta somente no custo com material (+0,25%). Os custos com a mão de obra, com as despesas administrativas e com o aluguel de equipamentos permaneceram estáveis. No primeiro trimestre do ano o CUB/m² aumentou 0,76%.

O custo do metro quadrado de construção em Belo Horizonte, para o projeto-padrão R8-N (residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos-tipo e três quartos) que em fevereiro era R$ 1.419,20 passou para R$ 1.420,58 em março. O indicador é calculado e divulgado mensalmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

Na composição do CUB/m² a mão de obra representou, em março, 56,18% do custo total, os materiais de construção responderam por 39,71% e as despesas administrativas/aluguel de equipamentos foram responsáveis por 4,11%.

Em março os materiais que apresentaram aumentos em seus preços foram: areia (+3,33%), fio de cobre antichama (+2,33%), aço CA 50 10mm (+1,95%), bacia sanitária branca (+1,95%), tinta látex (+1,43%), e brita (+1,41%).

Apesar destes aumentos, o coordenador sindical do Sinduscon-MG, economista Daniel Furletti destaca: “Os aumentos nos preços dos materiais de construção ainda estão acontecendo de forma pontual e não generalizada. Mas, mesmo assim, alguns insumos destacam-se por altas expressivas e, por isso, é importante acompanhar. Do total dos itens pesquisados, 26,92% registraram elevação, 61,54% mantiveram seus preços e 11,54% registraram queda.

Apesar de a construção civil ter voltado a gerar vagas com carteira assinada, conforme demonstra os dados do Caged/Ministério da Economia, o setor ainda está com um ritmo baixo de atividades. No primeiro bimestre de 2019, a construção civil foi responsável pela geração de 5.326 novas vagas com carteira assinada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, sendo que o seu número de trabalhadores formais passou para 125.919 em fevereiro/2019. Entretanto, em fevereiro/2014, por exemplo, esse número era muito superior: 175.211.

Acumulado – Nos primeiros três meses do ano, o CUB/m² registrou alta de 0,76%. Já o custo com material aumentou, neste período, 0,74% e o custo com a mão de obra cresceu 0,82%. Os custos com as despesas administrativas e com o aluguel de equipamentos ficaram estáveis. Os materiais que registraram as maiores elevações de preços neste período foram: areia (+6,90%), brita (+5,88%), aço CA 50 10mm (+4,87%), tubo de PVC rígido reforçado para esgoto – 150mm (+4,84%) e registro de pressão cromado (+3,37%).

Nos últimos 12 meses o CUB/m² registrou alta de 6,09%, o que foi reflexo das seguintes variações: 5,38% no custo com material de construção, 7,03% no custo com a mão de obra, 0,20% nas despesas administrativas e 6,71% no aluguel de equipamentos. Os materiais que apresentaram as maiores elevações em seus preços nos últimos 12 meses foram: porta interna semi oca para pintura (+21,57%), emulsão asfáltica (+20,77%), aço CA 50 10mm (+19,71%), bacia sanitária branca com caixa acoplada (+18,62%) e tubo de ferro galvanizado com costura 2 ½” (+18,47%).

O CUB/m² desonerado aumentou 0,10% em março/19, acumulando alta de 0,85% nos três primeiros meses do ano e 6,80% nos últimos 12 meses (abril/18- março/19).