A cultura do milho esteve entre as que mais buscaram por recursos - Crédito: Jonas Oliveira

A busca constante por eficiência e melhoria dos processos produtivos tem estimulado o crescimento do crédito agrícola desembolsado para Minas Gerais. De julho de 2018 a abril de 2019, foi verificada elevação de 5% na liberação dos recursos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP). No período, os produtores rurais contrataram R$ 18,15 bilhões. A linha que mais demandou recursos foi a de custeio.

De acordo com os dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), ao longo dos dez primeiros meses da safra 2018/19, foram aprovados 174.679 contratos voltados para o crédito rural, volume 7% maior que o verificado em igual intervalo da safra anterior.

Com aumento de 5% e desembolso de R$ 18,15 bilhões, Minas Gerais manteve a participação de 13% no volume de crédito liberado para a agricultura e pecuária nacionais.

Do total de crédito destinado para Minas Gerais, para a agricultura, os desembolsos somaram R$ 12,1 bilhões, aumento de 8% quando comparado com os R$ 11,2 bilhões registrados anteriormente. Os contratos aprovados cresceram 2%, somando 76.461.

Já para a pecuária, foram liberados R$ 6,05 bilhões, o que representou uma elevação de 1%. Em relação aos contratos aprovados, 98.218, o crescimento foi de 11%.

No período, o maior volume de recursos foi destinado à linha de custeio. Os produtores rurais do Estado receberam R$ 10,07 bilhões, aumento de 6% quando comparado com os R$ 9,54 bilhões liberados em igual intervalo da safra passada. O dinheiro desta modalidade é utilizado para cobrir as despesas normais dos ciclos produtivos. Ao todo, foram aprovados 80.208 contratos, queda de 8%.

Na linha de custeio, R$ 6,74 bilhões foram destinados à agricultura, variação positiva de 4%. O número de contratos recuou 10%, com a aprovação de 45.961.

Em abril, o maior volume de crédito para custeio da safra foi liberado para o café (R$ 164,2 milhões), soja (R$ 125,6 milhões ), milho (R$ 37,2 milhões) e cana-de-açúcar (R$ 26,79 milhões).

Na pecuária, o incremento nas liberações do crédito para custeio foi de 9% e somou R$ 3,34 bilhões. O volume de contratos ficou 6% menor, totalizando 34.247 aprovações.

As produções que demandaram maior volume de recursos do custeio, em abril, foram a de bovinos (R$ 344 milhões), suínos (R$ 20,56 milhões) e avicultura (R$ 5,59 milhões).

Investimentos em alta – Outra linha que apresentou maior procura foi a de investimentos. Em Minas Gerais, os desembolsos alcançaram R$ 3,94 bilhões, variação positiva de 4%. Ao todo, foram aprovados 90.983 contratos, número 26% maior. Para aportes na agricultura, foram destinados R$ 2,26 bilhões, aumento de 19% frente aos R$ 1,91 bilhão liberados nos primeiros dez meses da safra anterior. Na pecuária, houve queda de 10% na linha de investimentos, com a liberação de R$ 1,68 bilhão.

Na linha de comercialização, de acordo com os dados da Seapa, nos primeiros dez meses da safra 2018/19, os desembolsos para o Estado atingiram R$ 3,91 bilhões, ficando 3% maior que o valor liberado no mesmo período da safra anterior. A aprovação de contratos ficou 4% maior e totalizou 3.439.

A agricultura ficou com a maior parcela dos recursos da linha de comercialização. Dos R$ 3,91 bilhões, R$ 2,94 bilhões foram destinados ao setor, alta de 7% quando comparado com os R$ 2,74 bilhões liberados anteriormente. Foram aprovados 2.651 contratos, volume 7% superior.

No período, foi verificada queda de 7% nos desembolsos para a comercialização na pecuária, com os recursos somando R$ 970 milhões. A aprovação de contratos caiu 4% e encerrou o intervalo em 820.