Foto: Amintas Vidal

O motor 2.0 16V preparado pela RS sofreu pequenas alterações: novos dutos de admissão e sistema de escape mais largos que resultaram em um ganhos de 2 cv em relação ao modelo original usado nos outros modelos da marca.

Foto: Amintas Vidal

Sua potência subiu para 145/150cv às 5.750 rpm e o torque manteve-se em 20,2/20,9 kgfm às 4.000 rpm, sempre com gasolina e etanol respectivamente. Entretanto, o Sandero pesa 1.161kg, o mais leve dos modelos sobre essa plataforma e a relação peso potência dessa versão ficou em bons 7,74 kg/cv.

Foto: Amintas Vidal

Com 100% de etanol no tanque, ele atinge os 100 km/h em 8 segundos e chega aos 202 km/h de velocidade máxima engrenado na sexta marcha.

Foto: Renault/Divulgação
Foto: Renault/Divulgação

Sim, ao contrário de diversos carros que atingem a velocidade máxima na penúltima marcha, pois a última é propositalmente longa para uso em estradas com baixa rotação do motor, as relações das marchas e do diferencial do Sandero RS visam apenas o desempenho, sem nenhuma preocupação com o consumo.

Elas são curtas e muito próximas umas das outras. Aos 110km/h e em sexta marcha, o motor já está trabalhando às 3.250 rpm e o seu ruído invade a cabine. Nesta mesma marcha, o freio motor já começa a prender o carro aos 70km/h, outro momento em que se percebe o quanto as relações de marchas são curtas.

Além do desconforto acústico em estradas, o consumo também não é animador. Ele ficou entre 10 e 11 km/l com etanol, mesmo andando de forma econômica. Em cidades, fica relativamente melhor, algo entre 5e 6 km/l.

Mega Space – O trabalho de acerto da Renault Sport não visou o consumo, mas, sim, o desempenho. Contudo, foi na pista do Mega Space, em Santa Luzia (MG), que o Sandero RS mostrou a que veio.

Seus 26 mm a menos na altura da carroceria, o que resulta em um centro de gravidade mais baixo e uma cambagem mais esportiva das rodas, molas mais rígidas, barras estabilizadoras mais grossas e buchas em poliuretano, material que deforma menos, o modelo devorou as curvas do travado miolo do circuito.

Tamanho o acerto, foi difícil levar o carro ao limite da aderência, aquele momento em que o controle de estabilidade começa a intervir. As acelerações também foram surpreendentes.

As marchas curtas e próximas fazem a rotação do motor atingir o limite rapidamente e o carro acelera de forma bruta, uma diversão para quem gosta de velocidade. Os freios a disco, ventilados de 280 mm de diâmetro na dianteira e a discos sólidos de 240 mm de diâmetro na traseira, desaceleram o carro de forma segura.

Acertos no sistema de assistência a vácuo reduziram o curso do pedal de freio e também contribuíram para a eficiência das frenagens e o desempenho do “piloto”.

Foto: Amintas Vidal

Em resumo, o Sandero RS é um carro para quem gosta de acelerar, trocar as marchas mais constantemente, fazer curvas rapidamente e não está preocupado com o consumo e nem mesmo com o conforto de marcha.

Para quem tem acesso a pistas, ele já está pronto para começar a correr em track days, pois a Renault Sport fez um ótimo trabalho. Trata-se de um carro realmente esportivo e oferecido em uma faixa de preço sem concorrentes. 

Amintas Vidal – Colaborador