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A décima nona edição do Diálogos DC, que dessa vez acontece em parceria com a Sociedade Mineira dos Engenheiros (SME), no dia 26, traz como tema inovação e a produção tecnológica. A discussão terá como base os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) seis “Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento básico para todas e todos” e o sete “Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todas e todos”.

O evento vai reunir na sede da SME, na região Centro-Sul, o presidente da Comissão Técnica de Recursos Hídricos da SME, Sérgio Menin Teixeira de Souza; e o ex-diretor da Cemig, ex-presidente da SME e da Eletrobras, Aloisio Vasconcelos. O debate será mediado pelo presidente da SME, Ronaldo Gusmão; e pelo presidente do DIÁRIO DO COMÉRCIO, Luiz Carlos Motta Costa.

“A parceria entre o DIÁRIO DO COMÉRCIO e a SME é quase centenária. As duas instituições fazem parte da história do desenvolvimento de Minas Gerais. Discutir esses dois pontos dos ODS é também papel da engenharia porque podemos apresentar soluções técnicas e tecnológicas, principalmente de infraestrutura. É muito importante que, especialmente em tempos de eleições, que o DIÁRIO DO COMÉRCIO amplifique as propostas da SME, que tem um corpo técnico apartidário capaz de influenciar positivamente as políticas públicas e propor soluções”, afirma Gusmão.

A água, ou a escassez dela, apontada como o motivo de um possível terceiro conflito mundial, é uma riqueza que o Brasil tem em abundância, porém, a má gestão é um dos principais obstáculos para que ela chegue em quantidade e com qualidade para todos os habitantes do País. “Vou destacar nessa participação as possibilidades de aumentarmos a oferta de água para a população e para os empreendimentos tanto qualitativa quanto quantitativamente. Existem mecanismos, mas eles precisam ser usados de forma científica. Temos, sim, um problema de demanda e oferta que não se encontram – a água não está no mesmo lugar que as pessoas -, mas em Minas Gerais temos também um problema de gestão. Não há um controle sobre as outorgas e os planos gestores das bacias não são bem-feitos”, pontua Souza.

A geração de energia elétrica, que no Brasil está intimamente ligada à gestão das águas, já que nosso principal sistema de geração é através de hidrelétricas, será avaliada sob um ponto de vista prático e objetivo. “O mundo precisa de ferramentas de inovação e principalmente avanços tecnológicos para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Vou tratar o meu tema com uma visão prática, mostrando o que pode ser feito, e muita coisa que já fiz. Ao fixar os ODS a ONU pensou nas pessoas e tem metas para 2030. O DIÁRIO DO COMÉRCIO, com seu pioneirismo, já pensa em 2032, quando vai completar 100 anos. Vi aí uma visão de futuro coincidente muito importante. Espero que as pessoas saiam melhores do que chegaram desse evento”, explica Vasconcelos.

O Diálogos DC é promovido pelo Movimento Minas 2032 – projeto idealizado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, lançado oficialmente em novembro de 2017, cujo objetivo é criar um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico de Minas. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo endereço: www.movimentominas2032.com.br

OBJETIVO 6

Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos

6.1 – Até 2030, alcançar o acesso universal e equitativo a água potável e segura para todos.
6.2 – Até 2030, alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos, e acabar com a defecação a céu aberto, com especial atenção para as necessidades das mulheres e meninas e daqueles em situação de vulnerabilidade.
6.3 – Até 2030, melhorar a qualidade da água, reduzindo a poluição, eliminando despejo e minimizando a liberação de produtos químicos e materiais perigosos, reduzindo à metade a proporção de águas residuais não tratadas e aumentando substancialmente a reciclagem e reutilização segura globalmente.
6.4 – Até 2030, aumentar substancialmente a eficiência do uso da água em todos os setores e assegurar retiradas sustentáveis e o abastecimento de água doce para enfrentar a escassez de água, e reduzir substancialmente o número de pessoas que sofrem com a escassez de água.
6.5 – Até 2030, implementar a gestão integrada dos recursos hídricos em todos os níveis, inclusive via cooperação transfronteiriça, conforme apropriado.
6.6 – Até 2020, proteger e restaurar ecossistemas relacionados com a água, incluindo montanhas, florestas, zonas úmidas, rios, aquíferos e lagos.
6.a – Até 2030, ampliar a cooperação internacional e o apoio à capacitação para os países em desenvolvimento em atividades e programas relacionados à água e saneamento, incluindo a coleta de água, a dessalinização, a eficiência no uso da água, o tratamento de efluentes, a reciclagem e as tecnologias de reúso.
6.b – Apoiar e fortalecer a participação das comunidades locais, para melhorar a gestão da água e do saneamento.

OBJETIVO 7

Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todas e todos

7.1 – Até 2030, assegurar o acesso universal, confiável, moderno e a preços acessíveis a serviços de energia.
7.2 – Até 2030, aumentar substancialmente a participação de energias renováveis na matriz energética global.
7.3 – Até 2030, dobrar a taxa global de melhoria da eficiência energética.
7.a – Até 2030, reforçar a cooperação internacional para facilitar o acesso a pesquisa e tecnologias de energia limpa, incluindo energias renováveis, eficiência energética e tecnologias de combustíveis fósseis avançadas e mais limpas, e promover o investimento em infraestrutura de energia e em tecnologias de energia limpa.
7.b – Até 2030, expandir a infraestrutura e modernizar a tecnologia para o fornecimento de serviços de energia modernos e sustentáveis para todos nos países em desenvolvimento, particularmente nos países menos desenvolvidos, nos pequenos Estados insulares em desenvolvimento e nos países em desenvolvimento sem litoral, de acordo com seus respectivos programas de apoio.