Aguinaldo: não há empresa competitiva sem um país competitivo - Foto: Fábio Ortolan/Divulgação

Em meio ao cenário de mudanças no Brasil, o empresário Aguinaldo Diniz Filho assumiu nesta semana a presidência da Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais (ACMinas). Apontando um “otimismo responsável”, Diniz Filho disse ontem, em entrevista ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, que a entidade espera dos novos governantes o reconhecimento da demanda da população por mudanças e a promoção das reformas – principalmente a da Previdência e a tributária – necessárias para o crescimento econômico. Ele pontuou ainda o compromisso da ACMinas com a transparência, a ética e o social.

Diniz Filho ressaltou que já é possível perceber um ambiente mais propenso ao crescimento da economia e que, à frente da ACMinas, atuará para que a entidade faça parte desse desenvolvimento, reforçando a representação institucional e a defesa dos interesses dos associados.

“Ao assumir esse cargo de presidência pretendo fazer com que a entidade desempenhe de maneira cada vez mais relevante aquilo que está entre seus principais objetivos: o de atuar institucionalmente em defesa dos interesses empresariais e de capacitar especialmente os nossos associados para atuarem no futuro ambiente que já se sinaliza menos hostil e mais propenso ao crescimento da economia. Torcemos pelas mudanças recentes do País e isso vai trazer um cenário novo, de desenvolvimento, de melhor condição social e maior geração de emprego e renda”, disse.

O empresário pontua que o País vem atravessando, desde 2014, o que os economistas consideram ser a pior crise da história, levando-se em consideração as perdas do PIB. Para ele, a mudança de governo cria o contexto favorável para retomada da economia, gerando otimismo. “Não há empresa competitiva sem um país competitivo”, diz. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o governador de Minas, Romeu Zema (Novo) assumiram seus respectivos cargos no dia 1º. Ambos têm pautas que prometem acelerar a economia, prevendo privatizações, reformas estruturantes e corte nas despesas públicas.

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Segundo Diniz Filho, as reformas estruturantes, principalmente a da Previdência e a tributária, são absolutamente necessárias para o resgate do crescimento. “As reformas não trarão um Estado maior ou menor, motivo de longo debate, mas o Estado necessário”, declara. Além disso, ele cita a necessidade da austeridade nos gastos públicos.

Sobre as pautas das privatizações, o empresário observa ser necessário mecanismo para impedir modelos que gerem monopólios. “Não devemos sair do monopólio público e cair no monopólio privado”, pondera. Na opinião do empresário, o Estado deve concentrar esforços na educação, saúde, segurança e infraestrutura.