São Paulo – O dólar terminou em forte queda e na casa de R$ 3,76 ontem, com os investidores confiantes na vitória de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno das eleições à Presidência, no próximo dia 28, após o candidato ter tido votação expressiva no domingo e ainda garantido a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados.

O dólar recuou 2,35%, a R$ 3,7662 na venda, menor patamar desde os R$ 3,7658 de 8 de agosto. Foi a maior queda percentual desde o recuo de 5,59% de 8 de junho passado. Na mínima, a moeda chegou a tocar os R$ 3,7094. O dólar futuro tinha queda de cerca de 2%.

“O desempenho de Bolsonaro no primeiro turno o mantém como favorito na disputa, seja pela votação recebida – muito próxima dos 50% -, seja pelo quadro das disputas nos estados ou ainda pela equiparação de armas na campanha de segundo turno”, escreveu a corretora XP Investimentos.

“Parte da animação do mercado advém da renovação do Congresso. Essa renovação, independentemente da sigla partidária, dá esperança ao povo”, disse o diretor de operações da Mirae, Pablo Syper, para quem, no entanto, a volatilidade deve continuar alta até o desfecho das eleições, com as pesquisas ainda ditando o humor do mercado.

A preferência do mercado financeiro por Bolsonaro é apoiada no seu coordenador econômico, o economista liberal Paulo Guedes. Em entrevista à rádio Jovem Pan ontem, o candidato disse que a ideia é que ambos andem juntos.

“Se Bolsonaro vencer, a série de surpresas de hoje poderia tornar mais fácil do que o esperado a tarefa de formar maioria no Senado e na Câmara para aprovar reformas”, escreveram os economistas do UBS Tony Volpon e Fabio Ramos.

O Banco Central ofertou e vendeu integralmente na sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, rolando US$ 2,310 bilhões do total de US$ 8,027 bilhões que vence em novembro. (Reuters)