São Paulo – O dólar terminou ontem com leve baixa ante o real, influenciado pela melhora de moedas emergentes e por um fluxo pontual de venda, depois de ter encostado em R$ 4,15, sob influência da pesquisa Ibope de intenção de votos que mostrou um segundo turno mais difícil para Jair Bolsonaro (PSL).

O dólar recuou 0,12%, a R$ 4,0830 na venda, depois de ter alcançado a máxima de R$ 4,1429. Na mínima, a moeda foi a R$ 4,0761. O dólar futuro tinha elevação de cerca de 0,40%. “A volatilidade vai continuar”, resumiu o economista-chefe da corretora Spinelli, André Perfeito.

No cenário externo, depois de começar o dia em alta ante a maioria das moedas emergentes, o dólar perdeu força e passou a cair ante quase todas as divisas, como peso chileno e rand sul-africano.

O peso argentino, no entanto, caiu ante o dólar, depois que o presidente do banco central do país renunciou.

Internamente, os investidores também citaram fluxo pontual de recursos no período vespertino, bem como rumores sobre as pesquisas eleitorais a serem conhecidas nos próximos dias.

“As pesquisas mais recentes jogam um balde de água fria no otimismo ‘antiesquerda’ da semana passada e voltam a elevar o grau de cautela no mercado”, trouxe a corretora H.Commcor em relatório.

O Banco Central ofertou e vendeu integralmente na sessão 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. O BC já rolou até agora US$ 8,720 bilhões do total de US$ 9,801 bilhões que vencem em outubro.

B3 – Já o Ibovespa fechou em alta, ganhando tração na parte da tarde, guiado pela disparada de 3% das ações da Vale. Combinado com fluxo de capital externo, o movimento ajudou a neutralizar receios com o cenário eleitoral.

O principal índice de ações da B3 subiu 0,83%, a 78.630,14 pontos. O volume financeiro do pregão somou R$ 10 bilhões – melhor do que a média diária do mês (R$ 9,28 bilhões), mas ainda um pouco abaixo da média do ano de R$ 10,7 bilhões por dia.

Dados da B3 mostram que, apenas na semana passada, houve entrada líquida de mais de R$ 2 bilhões de capital externo na Bovespa. (Reuters)