Mitsubishi - Divulgação

A Mitsubishi acaba de ampliar sua família de utilitários esportivos. Foi lançado, nessa semana, o novo Eclipse Cross. O modelo ficará posicionado entre o ASX e o Outlander.

O Eclipse Cross herdou o nome do modelo esportivo de sucesso da marca, mas passou a ser um veículo completamente diferente. Agora um SUV, ele chega ao nosso mercado para concorrer com modelos como o Jeep Compass, o Hyundai New Tucson e Kia Sportage.

Devido ao preço e ao farto pacote tecnológico, além do acabamento premium, também medirá forças com Mercedes-Benz GLA, Audi Q3, BMW X1 e Volvo XC40.

Design – O novo utilitário traz um design marcante e diferenciado. Suas linhas são bastante arrojadas, ainda mais se lembrarmos que o seu segmento costuma apresentar modelos mais conservadores, sem grandes arroubos estilísticos.

Na dianteira, destaque para a área central preta e os detalhes cromados, na grade e no para-choque. Os faróis, full LED, são bem afinados e contam, também, com luz de rodagem diurna (DRL). O para-choque incorpora, em uma mesma peça, os faróis de neblina e as luzes de seta.

Na traseira, o maior arrojo. As lanternas são grandes e fazem uma única peça que se estende por toda a área do vidro traseiro, dividindo o mesmo em duas partes distintas. As luzes de ré foram posicionadas no para-choque. Mesma solução adotada pelo Toyota Prius e que garante uma melhor visibilidade traseira em manobras.

As laterais apresentam um vinco bem marcante, que se estende das portas dianteiras até as lanternas, no porta-malas. O que também chama atenção são as belas rodas em liga-leve de 18 polegadas, calçadas com pneus 225/55 R18.

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Interior – O interior do Mistsubishi Eclipse Cross é bonito e caprichado. O painel é totalmente forrado com matéria emborracho macio ao toque, que também compõe a parte superior das portas dianteiras. Nelas, a parte que entra em contato com o braço dos ocupantes é forrada em couro. Pena que o acabamento emborrachado não está presente nas portas traseiras. Mas o couro, na área para os braços, permanece.

O material em preto brilhante (Black Piano) está presente em toda a parte central do painel, bem como o acabamento metálico, que acompanha as linhas, faz o contorno das saídas de ar e do apoio de braço das portas.

O quadro de instrumentos, bem como a parte central (com sistema multimídia e comandos do ar-condicionado), segue o “padrão Mitsubishi”: simples, funcional e bem equipado. O arrojo limita-se ao exterior, o que não é ruim. Pode-se dizer que é um tipo de painel mais “clássico” e que agradará a todos os tipos de gosto.

O Head Up Display projeta informações do veículo, acima do quadro de instrumentos, por meio de uma tela colorida e retrátil. Ele traz informações, como a velocidade do carro, sem que o motorista precise tirar sua atenção do trajeto.

O sistema multimídia tem tela capacitiva de 7 polegadas, sensível ao toque, com Android Auto e Apple Car Play, áudio streaming de última geração e conexão WiFi, que permite o acesso a aplicativos nativos, como Waze e Spotify. Sua operação é fácil e intuitiva.

O ar-condicionado é automático digital e de duas zonas. Não existem saídas centrais para os bancos traseiros, mas elas existem embaixo dos bancos dianteiros, o que melhora a ventilação para os demais passageiros quando o ar-condicionado é ligado.

Falando em bancos, os traseiros são deslizantes (200 mm) e, seus encostos, possuem 8 ajustes de inclinação (de 16º a 32º). Além do conforto para os ocupantes, aumenta um pouco a capacidade do porta-malas, que é de 473 litros. Com todos os bancos rebatidos, ela aumenta para 1.197 litros.

Os bancos são todos revestidos em couro e contam com aquecimento. O do motorista apresenta regulagens elétricas. O volante multifuncional apresenta regulagens de altura e profundidade. A direção tem assistência elétrica.

*O jornalista viajou a convite da Mitsubishi