Montante gerado pelo segmento corresponde a 12,5% do Produto Interno Bruto de Uberlândia, segundo o Executivo

Um montante de R$ 3,7 bilhões. Esse é o faturamento estimado do ecossistema de inovação de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em 2017. O valor, que equivale a 12,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do município, foi divulgado, ontem, entre os resultados da segunda edição do Censo do Ecossistema de Inovação de Uberlândia, durante o Congresso Internacional de Tecnologia, Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade (Cities), que acontece na cidade até hoje.

Realizado pela Prefeitura de Uberlândia desde o ano passado, o censo é uma das ações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo em prol do fortalecimento do ecossistema de inovação na cidade. De acordo com o secretário da pasta, Dilson Dalpiaz, o objetivo é mapear as empresas desse segmento na cidade, entender suas potencialidades e desafios. “O principal objetivo é ter nas nãos um retrato do ecossistema e como ele está evoluindo. A partir disso podemos desenvolver estratégias e políticas públicas direcionadas e eficazes”, frisa.

A segunda edição do censo contou com a participação de 162 instituições, o que significa uma adesão 20% superior em relação à primeira pesquisa. Desse total de empresas, 55 são startups; 56 empresas de base tecnológica; 22 empresas de consultoria em gestão da inovação; 11 instituições de ensino com cursos na área, cinco associações e comunidades que apoiam projetos de inovação, quatro incubadoras, quatro coworkings, três órgãos de fomento e dois fundos de venture capital.

Uma das novidades trazidas pela segunda edição do censo é estimativa de faturamento do setor. O levantamento mostrou que as 162 instituições participantes faturaram, juntas em 2017, cerca de R$ 3,7 bilhões. Das 56 empresas de base tecnológica, nove indicaram faturamento superior a R$ 50 milhões anuais. Além disso, o censo apontou que, até agosto de 2018, as startups de Uberlândia receberam cerca de R$ 40 milhões em investimentos privados de terceiros.

“Não temos o comparativo do faturamento e nem dos investimentos em startups do censo do ano passado. Mas não temos dúvida que esses números representam crescimento porque o ecossistema de inovação de Uberlândia é muito mais maduro hoje. O próprio Cities e todas as ações que temos feito estão promovendo o ecossistema e atraindo investimentos”, afirma o secretário.

O diretor de Inovação da Secretaria, Gustavo Maierá, afirma que o volume de investimento também aponta para o amadurecimento das startups do município. “Esse investimento foi levantado entre o ano passado e este ano e mostra que as startups estão se consolidando, saindo do estágio inicial e ganhando tração”, afirma.

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Estratégia – Ele destaca que o censo tem gerado frutos em ações estratégicas. Uma delas realizadas pela prefeitura em parceria com a academia e empreendedores da cidade foi a criação do Uberhub Code Club. Trata-se de um programa para formação de desenvolvedores e programadores de 14 a 21 anos. “A primeira edição do censo nos mostrou que as empresas têm muitas vagas abertas, assim como há instituições de ensino formando mão de obra especializada em inovação. Mesmo assim há carência desse tipo de talento. Nossa expectativa é que esse programa ajude na formação dessas novas profissões”, afirma.