A República brasileira está completando hoje 129 anos, ou pouco mais de cem anos de constantes sobressaltos, fruto de uma construção imperfeita e da qual estão presentes, ainda hoje, sinais evidentes como as distorções que retiraram da cena política o brilho que lhe seria próprio. E mais uma vez, depois de eleições gerais que não se afastaram dos contornos institucionais, mas podem ter sido afetadas por um fenômeno relativamente novo, a rápida multiplicação de informações sem a possibilidade de controlá-las e conformá-las aos limites da correção, estamos vivendo um processo de transição.

Os eleitores, com certeza mais sábios, ou atentos, que os políticos, deram o seu recado. Desejam renovação e cobram mudanças, o que, majoritariamente, os endereçaram ao futuro presidente, Jair Bolsonaro. Só o tempo dirá quem acertou e quem errou ou quem mais se aproximou de um manifesto divulgado, às vésperas da votação em segundo turno, por entidades representativas da indústria da construção e do setor imobiliário no País. As entidades enxergam, à frente, dificuldades que não serão pequenas e recomenda a união, o fim das divisões, para que todos os brasileiros possam contribuir para que o País se torne uma nação desenvolvida, com equidade econômica e justiça social. Uma receita sobre cuja assertividade não podem existir dúvidas:

Observância irrestrita à Constituição; estímulo à iniciativa privada; segurança jurídica com respeito aos contratos; apoio intransigente à ética política e empresarial; defesa inconteste do direito de propriedade; redução do tamanho do Estado; privatização criteriosa de empresas públicas e estímulo às parcerias público-privadas; manutenção das leis e de reformas que diminuam o peso do Estado e estimulem a economia, como a reforma trabalhista, o limite de gastos públicos, a terceirização e a regularização fundiária;

simplificação da legislação tributária, da burocracia do Estado e eliminação de tributos sobre a folha de salários; aprovação de uma reforma previdenciária que torne as aposentadorias mais justas e igualitárias, e uma reforma política que privilegie o bem comum; preservação da liberdade de imprensa e dos meios de comunicação; equilíbrio entre os três poderes da República, evitando abusos que tragam insegurança jurídica aos negócios; defesa da meritocracia para os cargos públicos; defesa firme e obstinada da Democracia!

Neste 15 de novembro está dito, em poucas palavras, tudo o que precisa ser dito, relembrando ao mesmo tempo os valores que sustentam a República e a democracia e apontando os rumos dos quais o País não deve se afastar jamais.