Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

São Paulo – A exportação de soja pelo Brasil atingiu 6,685 milhões de toneladas até a terceira semana de abril, com uma média diária de 477,5 mil toneladas no acumulado do mês, informou ontem a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Caso a exportação diária se mantenha nesses níveis nos sete dias úteis restantes do mês, os embarques em abril ficariam próximos de 10 milhões de toneladas, aproximando-se das 10,2 milhões de toneladas registradas pela Secex em abril de 2018.

Em março, a exportação de soja do Brasil, maior exportador global, somou pouco mais de 9 milhões de toneladas. Até a segunda semana do mês, os embarques estavam mais fortes, em pouco mais de 500 mil toneladas/dia.

Os meses de abril e maio são geralmente aqueles com as maiores exportações brasileiras, uma vez que o Brasil está finalizando a colheita de sua safra.

A colheita de soja da safra 2018/19 no Brasil avançou para 92% da área até a última quinta-feira (18), alta de 4 pontos percentuais em uma semana, mas com chuvas no Rio Grande do Sul atrapalhando os trabalhos, informou ontem a AgRural.

As atividades de campo estão concentradas basicamente no estado gaúcho e no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), regiões que tradicionalmente cultivam soja de ciclo mais tardio.

“No Rio Grande do Sul, as chuvas registradas nesta semana deixaram o ritmo um pouco mais lento, mas as produtividades seguem agradando. No Matopiba, o tempo mais firme desta semana favoreceu o avanço das colheitadeiras”, comentou a consultoria em boletim semanal.

“Nesta reta final, a preocupação dos produtores da região (Matopiba) é com áreas que receberam muita chuva no início de abril, quando estavam entrando em maturação. O receio é de que, agora, na colheita dessas áreas, surjam problemas de qualidade causados por aquelas precipitações.”

Segundo a AgRural, a colheita nacional está ligeiramente acima dos 91% de um ano atrás e também da média de cinco anos.

A consultoria projeta produção total na temporada vigente de 114,6 milhões de toneladas. O Brasil é o maior exportador global da commodity. (Reuters)