Tecnologia e inovação na solução de problemas: essa é a uma das apostas da Lafaete, empresa belo-horizontina especializada em soluções construtivas. Contando com o suporte de startups, a companhia tem se destacado no mercado nacional pelo dinamismo e pela proatividade na resolução de demandas internas.

A primeira experiência de parceria da Lafaete com startups foi em 2018, quando fez sua estreia em programas de aceleração de projetos ao participar do Hub Minas Digital. Iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sedectes), o projeto – com base em um modelo de inovação aberta – identificou desafios em grandes empresas e estabeleceu conexões com startups ao redor do mundo capazes de implementar novas soluções.

Com a necessidade de reduzir desvios de datas e implementar controles em seus projetos, a Lafaete procurou por soluções práticas que otimizassem a organização e o controle dos processos, bem como a comunicação entre o setor administrativo e as equipes de campo. “Os controles de produção, em média 80% manuais, causavam a perda e o atraso no recebimento das informações pela gestão. Por isso, não conseguíamos acompanhar efetivamente o avanço diário das obras”, diz a responsável por Open Innovation na Lafaete, Laura Salgado.

A partir do trabalho realizado pelo Hub Minas, que apresentou cinco possíveis soluções, a empresa conheceu uma que se destacou por atender, pontualmente, as necessidades. A solução implementada consiste em uma plataforma on-line para gestão de projetos, que também tem versão mobile.

“Ela permite desenhar cada uma das etapas do projeto, desde seu desenvolvimento até a análise do pós-obra. Por meio dela, os colaboradores podem apontar os avanços ocorridos nas obras diariamente, com praticidade e rapidez, enquanto a gestão interna tem todas as informações necessárias em tempo real.” Além de uma solução inteligente e intuitiva, a startup ofereceu à empresa um custo-benefício muito mais vantajoso comparado com outras organizações.

Depois do sucesso da primeira experiência, a Lafaete foi expandindo sua rede de conexões por meio de iniciativas e incentivos ao ecossistema de inovação, investindo em novas parcerias com startups. Durante participação na Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia (Finit) 2018, a empresa, que teve oito setores representados, destacou-se ao levar cerca de 40 desafios. “Já estávamos em busca de melhorias para processos específicos da companhia, em conjunto com o setor de TI, e o networking proporcionado em eventos como esse nos ajudaram a suprir essa demanda”, explica Laura Salgado. “Marcamos várias reuniões no mesmo dia, conhecemos aproximadamente 60 startups e suas soluções e, dos desafios que propusemos, tivemos cerca de 20 soluções bem ranqueadas e que estão em análise. Três delas já estão em projeto-piloto atualmente”, acrescenta.

Devido ao engajamento e colaboração com o ambiente de inovação que estava se desenvolvendo nesses eventos, a Lafaete conquistou o quarto lugar entre as empresas participantes da Finit 2018. Enquanto estreante, a colocação superou os objetivos. “Iniciamos esse processo pouco tempo atrás. Acredito que as demais instituições e a organização do evento viram a nossa força de vontade em querer startar novas oportunidades de negócio.

Para nossos clientes, esse movimento também é muito positivo, pois soluções inovadoras e tecnológicas proporcionam melhores processos, o que estimula uma empresa a se tornar mais ágil e eficiente, refletindo em uma melhor prestação de serviço e qualidade do nosso produto. Além de almejarmos melhores resultados, também queremos contribuir para o desenvolvimento do mercado e da sociedade como um todo”, declara Laura Salgado. Depois da atuação bem-sucedida no Hub Minas Digital e na Finit 2018, a Lafaete foi convidada pela 100 Open Startups para participar do Case 2018, maior evento de startups da América Latina, realizada em São Paulo.

Para 2019, a Lafaete já prevê a participação em mostras semelhantes como a Oiweek SciBiz. No intuito de estruturar essas demandas, a empresa instaurou um comitê de inovação, que determinará os próximos passos. “O comitê estruturou, por meio dos gestores de pacotes – grupo composto por pessoas estratégicas da empresa, que visa conter custos e analisar investimentos -, um sistema em busca de melhorias a um bom custo-benefício. Os gestores identificam as necessidades e, com isso em mãos, procuramos novas soluções por meio da conexão com as startups”, relata Laura Salgado. “Open Innovation (Inovação Aberta) pode ser definido como um processo de inovação descentralizado, que flui por meio da combinação de ideias internas e externas, a fim de promover melhorias e avançar no desenvolvimento de novas tecnologias em produtos e processos. As startups trazem um frescor de conhecimento muito grande para as indústrias e as organizações e é muito bom para elas poder cultivar essa energia”, conclui.