Recursos injetados na economia nesta época do ano, como o 13º salário, dão ânimo a mais para empresários do varejo | Foto: Alisson J. Silva

Pela primeira vez no segundo semestre de 2018, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de Belo Horizonte ultrapassou a fronteira do otimismo e alcançou os 101,6 pontos em novembro. Essa é a terceira alta consecutiva do indicador elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), que ficou 2,6 pontos acima dos 99 pontos registrados em outubro.

As expectativas dos empresários motivaram a alavancagem do índice e, consequentemente, a sensação de otimismo. Entre os componentes do Icec, o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec), que sinaliza as impressões em relação aos próximos meses, foi o único que apresentou desempenho acima da linha do otimismo em novembro, com 136,7 pontos, e puxou o índice geral.

A analista de pesquisa da federação, Elisa Castro, ressaltou que a chegada do final de ano, com datas comemorativas e festividades que impactam diretamente o comércio e os recursos injetados na economia pelo pagamento do 13º salário, está entre os fatores fundamentais que contribuíram para o resultado positivo.

“As expectativas positivas devido à grande movimentação do comércio no final do ano e à melhora de índices de emprego trazem expectativa para o empresário de que não só esse resto de ano, mas os próximos meses até o início do ano que vem serão um período de melhores resultados para o comércio”, afirmou.

Investimentos – Outro componente do índice geral que apresentou elevação no mesmo período foi o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec), que revela os planos de melhorias na loja, ampliação de estoques e do quadro de funcionários. Com 94,9 pontos, o Iiec atingiu o maior nível para o mês nos últimos três anos, com destaque para os 61,6% de empresários que afirmaram projetar ampliação do quadro de funcionários.

“A sensação de otimismo está baseada, principalmente, nas expectativas e faz com que os empresários já pensem em investir na loja e inclusive contratar funcionários, o que é muito positivo e trouxe impacto também para o nível de investimento”, destacou Elisa Castro.

Já o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), que avalia, por meio da percepção do empresário, a evolução das condições atuais da economia do País, do setor e das empresas, além do momento atual dos próprios empresários, permaneceu estável, com 73,2 pontos em novembro, frente aos 73,6 pontos registrados em outubro.