CRÉDITO: Alisson J. Silva/Arquivo dc

Os comerciantes mineiros começaram o ano com otimismo, sendo que 73% deles acreditam que as vendas no primeiro semestre de 2019 terão aumento no comparativo com aquelas registradas no segundo semestre de 2018. E, levando em conta as datas comemorativas do período, o otimismo é ainda maior: 78,9% dos empresários acham que períodos especiais, como Dia das Mães, terão aumento nos resultados no comparativo com o ano passado. As informações constam da pesquisa Expectativa de Vendas divulgada ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG).

Tradicionalmente considerada a segunda data mais importante para o comércio, ficando atrás apenas do Natal, o Dia das Mães continua com destaque junto aos empresários. Dos entrevistados, 43% responderam que essa é a época que mais trará impacto positivo nas vendas. Em seguida, aparecem Carnaval, com 17,4%; Dia dos Namorados (16,2%) e Páscoa (11,2%).

Analista de pesquisa da Fecomércio-MG, Elisa Castro ressalta a importância do impacto das datas comemorativas para o movimento do comércio, inclusive frente ao cenário de recuperação lenta da economia. Ela destaca também o fato de o Carnaval vir ganhando espaço em Belo Horizonte e região metropolitana, o que eleva o impacto sobre os negócios.

Elisa Castro explica que o otimismo para 2019 está amplamente associado ao novo governo e a medidas que podem ser colocadas em prática, como as reformas da Previdência e tributária. Como motivo para acreditarem em melhora nas vendas, os empresários citaram, em primeiro lugar, o sentimento de otimismo e esperança, opção apontada por 36,4% dos entrevistados. Em seguida, vêm medidas do governo (30,3%), mudança de governo (16,7%) e recuperação do comércio e economia (5,8%).

“A melhora da economia vem ocorrendo, mas ainda não é perceptível pelo empresário do varejo. Além disso, o avanço ainda está aquém das perdas. Ainda assim, o sentimento é de otimismo, o que foi trazido principalmente pela mudança de governo”, completa a analista de pesquisa.

Desafios – Por outro lado, os principais problemas que podem interferir negativamente nos negócios são o momento econômico do País (15,9%); desemprego/falta de dinheiro e crédito (14,2%); e falta de pagamento (funcionário/prefeitura), 11,4%.

O segmento com o maior índice de expectativa positiva é o de livros, jornais, revistas e papelaria (90%). Segundo Elisa Castro, o resultado mostra o impacto do período de volta às aulas.

Em seguida, aparecem os seguintes setores: material de construção (88,9%); veículos e motocicletas, partes e peças (82,5%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (81,8%); móveis e eletrodomésticos (77,3%); combustíveis e lubrificantes (70%); tecidos, vestuário e calçados (69,1%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (68,1%); equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação (63,6%); supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (63,4%).

Resultados – A pesquisa da Fecomércio também mostra a avaliação dos comerciantes sobre como foram os resultados nos últimos seis meses. E, segundo a maior parte dos entrevistados, as vendas do comércio no segundo semestre de 2018 ficaram abaixo do esperado.

De acordo com o levantamento, 41,7% dos empresários consideraram que os resultados pioraram no segundo semestre de 2018 frente a igual período de 2017. Para 35,4% dos entrevistados, os resultados foram melhores, enquanto 22,8% consideraram que o volume de vendas foi mantido.

Neste ano, a pesquisa Expectativa de Vendas adota uma nova metodologia. Anteriormente, levava-se em conta empreendimentos nas cidades com maior impacto no Produto Interno Bruto (PIB) de Minas. A partir de agora, a amostragem reúne empresas nas dez regiões de planejamento do Estado.