As expectativas dos empresários para 2019 apontam um cenário diferente, com um panorama mais propício para os investimentos -Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

Apesar de apresentar o segundo aumento consecutivo em setembro de 2018, o Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) permanece abaixo dos 50 pontos e aponta falta de confiança por parte dos empresários do setor pelo sexto mês seguido.

Segundo levantamento divulgado ontem pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), o indicador registrou 46,4 pontos em setembro, acréscimo de 1 ponto na comparação com agosto. O Iceicon-MG acumula queda de 4,9 pontos em 2018 e foi o pior para o mês nos últimos três anos.

Na avaliação do economista e coordenador do Sinduscon-MG, Daniel Furletti, o resultado reflete o contexto da atual conjuntura econômica e política do País. Ele ressalta que o crescimento, nesse cenário, ainda não é capaz de proporcionar um ambiente de negócios favorável.

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“Houve uma melhora, mas ainda reflete o momento de completa incerteza que estamos vivendo. Falta confiança para haver investimentos, principalmente no setor de construção civil, no qual os investimentos são de fôlego. O empresário está em compasso de espera, ele pode até estar pronto para investir, mas não toma a decisão porque aguarda um ambiente mais seguro”, explicou.

O índice de condições atuais, que apura a percepção dos empresários com relação à situação atual dos negócios, cresceu pelo terceiro mês consecutivo, saindo de 41,4 pontos em agosto para 43,7 pontos em setembro. No entanto, também permanece abaixo de 50 pontos desde novembro de 2012 e acumula retração de 2,0 pontos em 2018.

Sinalizando as perspectivas dos empresários para os próximos seis meses, o indicador de expectativas também aumentou e alcançou a marca dos 47,7 pontos em setembro, frente aos 47,4 pontos de agosto. Apesar do crescimento, o índice aponta pessimismo dos construtores pelo quinto mês consecutivo, e acumula queda de 6,3 pontos em 2018.

Para Furletti, as expectativas dos empresários para o 2019 apontam um cenário diferente, com um panorama mais propício para os investimentos. Ele destaca a necessidade de uma retomada do setor da construção civil, principalmente pela necessidade do produto produzido por ela, que é estratégico do ponto de vista social e econômico.

“Esperamos um crescimento mais sustentado para o próximo ano, uma vez que o ambiente terá menos incerteza com governo e Congresso eleito. Com mais segurança, principalmente em relação ao cenário político, que bate imediatamente na confiança”, afirmou.