Créditos: Ueslei Marcelino / Reuters

O Grupo Energisa, um dos maiores do Brasil em distribuição de energia elétrica, participou ontem (24) dos projetos Forte e Compre Bem da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

O evento teve como objetivo aproximar empresas fornecedoras de produtos e serviços do Estado através de encontros de negócios promovidos pela Fiemg com a Energisa.

Para os próximos três anos, a estimativa da Energisa de investimentos na compra de equipamentos e serviços é de R$ 6,4 bilhões, sendo R$ 2,3 bilhões em materiais e equipamentos e R$ 4,1 bilhões em serviços para as operações do grupo em todo o Brasil.

Os fornecedores de materiais e serviços de áreas como Suprimentos, TI, Tecnologia e Transformação Digital, Soluções e Comercialização de Energia participaram de palestras, painéis e conferiram apresentações sobre o mercado de energia brasileiro para os próximos anos. No período da tarde participaram de rodadas de negócios.

Os empresários presentes tiveram a oportunidade de conhecer um rol de produtos e serviços que podem adquirir das subsidiárias do Grupo Energisa, como a Energisa Soluções e a Energisa Comercializadora.

As áreas com maior demanda de fornecedores nos próximos anos são serviços, materiais e equipamentos para expansão e modernização de redes, linhas e subestações, automação, equipamentos para frota, tecnologia de informação e telecomunicações, entre outros. Só na distribuidora Energisa Minas Gerais, que atende a 66 municípios no interior do Estado, investirá cerca de R$ 78 milhões em projetos dessas áreas.

Rodrigo Otavio Paes de Vilhena, analista de Projetos da Fiemg, diz que cerca de 80 empresas participaram dos projetos e há demanda para uma segunda rodada do Projeto Compre Bem, já que o valor do investimento é bem alto e as indústrias estão ávidas por negócios.

Inovação na economia criativa – Além das rodadas de negócios, a Energisa apresentou para 90 pessoas, na sede da Fiemg, o Rio Pomba Valley, através do Projeto Invista Mais. Em formato de um painel expositivo seguido de roda de conversas, foram abordadas três temáticas: Tecnologia, Audiovisual e Qualificação Profissional.

Foram discutidos como estão estruturadas as parcerias e associações necessárias para suportar o crescimento do Rio Pomba Valley e, ainda, os gaps e oportunidades para que este ambiente se estabeleça de forma sustentável.

A empresa está investindo em Cataguases (Zona da Mata) em duas das maiores cadeias produtivas da nova economia mundial: tecnologia e audiovisual. A Energisa desenvolve também em parceria com entidades locais o Polo Audiovisual da Zona da Mata. Desde 2010, o projeto vem recebendo recursos via leis de incentivo à cultura estadual e federal, que já renderam o lançamento de 16 grandes produções nos últimos oito anos.

Para Botelho, presidente do Grupo Energisa, a realização dos projetos na Fiemg foi um sucesso. O industrial destacou o momento delicado que Minas Gerais está passando, com déficit fiscal enorme, as finanças públicas precisando de um grande ajuste e um desastre ambiental e humano de proporções inimagináveis.

Botelho ressalta que conectando as cadeias produtivas, apresentando os investimentos futuros, mostrando as oportunidades de negócios que a Energisa pode oferecer e melhorando a competitividade das empresas, “já estamos cumprindo um ‘pequeno papel’ neste momento difícil”.