São Paulo – Nos empreendimentos a gás natural, a elétrica Eneva é vista como favorita – ela tem reservas próprias de gás e inscreveu no leilão dois projetos de médio porte, em um total de 500 megawatts, um deles envolvendo a ampliação da potência de sua usina Parnaíba I por meio do chamado “fechamento de ciclo”.

O advogado Roberto Lima, especialista em energia do Cescon Barrieu, avaliou que as regras desse leilão tornam mais competitivas térmicas como as da Eneva, em detrimento de empreendimentos de grande porte como os da Prumo Logística, que tem 2,3 gigawatts prontos para o leilão.

Isso porque foi cortada uma exigência de que as distribuidoras comprassem toda a energia da última usina a ser contratada no leilão, o que deve tornar menos provável a viabilização de grandes projetos em um cenário de demanda baixa.

Tecnologia – Outro destaque no certame deve ser o avanço da tecnologia nas usinas eólicas, com a competição forçando empreendedores e fabricantes a buscar equipamentos mais modernos e eficientes, com capacidade na casa dos 3 megawatts a 4 megawatts – as turbinas no Brasil hoje são principalmente entre 1,5 megawatt e 2,5 megawatts.

“À medida em que você sobe a altura, tem um potencial cada vez maior de geração eólica, e os fabricantes têm feito exatamente isso, aumentado a altura dos equipamentos e o diâmetro das pás”, detalhou Tsutomu, da Deloitte.

Já as pequenas hidrelétricas e usinas à biomassa provavelmente terão participação marginal no leilão, enquanto térmicas a carvão dificilmente viabilizarão algum empreendimento, segundo os especialistas. (Reuters)