Construtora mineira dobrou o número de lançamentos neste ano na comparação com 2017 e pode chegar a oito em 2019

Em um cenário de lenta recuperação da economia e de baixa confiança do empresário da construção civil, a construtora mineira EPO aposta na reestruturação de sua gestão. Há cerca de um ano e meio, a empresa adotou uma nova estrutura composta de unidades de negócios autônomas e interdependentes. De acordo com o diretor da EPO, Gilmar Dias dos Santos, a nova lógica de gestão ajudou a empresa a manter seus resultados nos últimos 18 meses e, agora, a empresa começa a deslumbrar crescimento no faturamento para 2019.

Santos afirma que a busca pela inovação é uma prática constante na empresa e isso inclui não apenas produtos, mas também melhorias de processos e modelo de gestão. Segundo ele, a nova forma de organização da EPO segue a estratégia de simplificar e dar maior velocidade no processo de tomada de decisões, além de dar mais sinergia às diferentes áreas. Se até então a empresa trabalhava numa lógica de departamentos, agora está estruturada em cinco unidades de negócios autônomas e interdependentes.

As unidades são: Gestão e Solução de Negócios (GSN), que é responsável pela área de novos negócios e de projetos; Gestão e Solução de Vendas (GSV), que coordena as vendas e relação com os clientes; Gestão e Solução de Obra (GSO), que é responsável pela execução e entrega de obras; Gestão e Solução de Ativos (GSA), que faz a administração e a gestão dos ativos e Gestão de Serviços Compartilhados (GSC), que é responsável por assessorar e prestar serviço de backoffice para todas unidades do grupo.

“Nesse modelo, cada área foca naquilo que ela tem que fazer da melhor forma possível. Além disso, damos oportunidade aos executivos que lideram essas unidades, pois eles passaram a ser coparticipantes da EPO, como sócios”, diz. O diretor afirma que a nova estrutura de gestão ajudou a empresa a superar o período de crise. A EPO encerrou 2017 com manutenção de resultados em relação a 2016 e o mesmo deve acontecer este ano em relação a 2017.

Apesar de não ter crescido, o desempenho é melhor que o do setor em Minas Gerais, cujo Produto Interno Bruto (PIB) recuou 5% em 2017. Já no primeiro trimestre deste ano, o PIB da construção recuou 2,2%. “O novo modelo de gestão horizontaliza e agiliza a tomada de decisão, nos tornando mais eficientes. Então, por mais que os números são sejam de crescimento, temos certeza que a nova gestão nos permitiu atravessar esse momento de crise com mais solidez”, afirma.

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Perspectiva – O diretor destaca que a perspectiva é que o crescimento no faturamento volte a acontecer a partir de 2019. Segundo ele, a empresa já dobrou o número de lançamentos este ano em relação a 2017, passando de dois para quatro. A expectativa é que no ano que vem eles cresçam, chegando a seis ou oito. Entre as apostas da construtora estão os empreendimentos com apartamentos menores, localizados em áreas estratégicas e com facilidades para quem está mais focado no uso do imóvel e não na posse.

“A transição da posse para o uso é uma realidade entres os consumidores e o Uber está aí para comprovar isso. No segmento imobiliário a lógica é a mesma: as pessoas querem ocupar espaços que sejam usuais para elas, próximos de onde trabalham ou estudam e com facilidades como academia, lavanderia e serviços próximos, como consultório médico. Estamos apostando em empreendimentos com esse conceito”, afirma.