São Paulo – A relação entre os preços do etanol e da gasolina desacelerou na segunda semana de outubro, conforme a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Essa equivalência atingiu 61,15% no período, ante 61,49% na primeira semana do mês. O resultado está no nível mais baixo para o período desde 2008 (54,41%).

“Desde 2008, essa diferença não é tão favorável ao etanol, mas isso reflete o aumento nos preços da gasolina recentemente por causa da depreciação cambial”, afirma o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, Guilherme Moreira, acrescentando que a tendência é de que o etanol continue subindo em razão da proximidade do fim da safra de cana-de-açúcar.

Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder do combustível fóssil. Com a relação entre 70% e 70,5%, a utilização de gasolina ou etanol é considerada indiferente.

Ontem, com base no levantamento do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da segunda quadrissemana do mês (últimos 30 dias terminados no último dia 15), a Fipe informou que a gasolina desacelerou o ritmo de alta de 5,09% para 4,11% na segunda leitura do mês, enquanto a taxa do etanol arrefeceu de 8,87% para 8,03%.

O grupo Transportes, por sua vez, passou de 1,04% para 0,91% na segunda medição de outubro. No período o IPC atingiu 0,52% (ante 0,43%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,52% na segunda quadrissemana de outubro, ganhando força em relação à alta de 0,43% observada na primeira quadrissemana deste mês, segundo dados publicados ontem pela Fipe.

Habitação – Na segunda prévia de outubro, avançaram em ritmo mais intenso ou reduziram queda os segmentos de Habitação (de 0,15% na primeira quadrissemana para 0,35% na segunda), Alimentação (de 0,53% a 0,84%), Saúde (de 0,44% a 0,60%) e Vestuário (de -0,17% a -0,09%).

Por outro lado, perderam força os componentes de Transportes (de 1,04% a 0,91%), Despesas Pessoais (de 0,60% a 0,34%) e Educação (de 0,11% a 0,05%). (AE)