Em 2018, a taxa de câmbio atingiu patamares bastante favoráveis às exportações, chegando perto de R$ 3,80 no terceiro trimestre do ano e ultrapassando os R$ 4,00, mais próximo da decisão eleitoral.


No Brasil, mais uma vez o agronegócio se consolida como setor superavitário, representando 7,2% do total comercializado no agro no mundo. A contribuição na balança comercial do País foi de US$ 80 bilhões, até o momento. As justificativas seguem para além da desvalorização do real, que torna o produto brasileiro mais competitivo no mercado internacional. Versam também sobre o acirramento da guerra comercial entre China e Estados Unidos e firmamento de acordos comerciais e abertura de mercados, especialmente por conta das missões empreendidas pelo Ministério da Agricultura.


Para o Brasil, verificou-se aumento no volume das exportações, o que também ocorreu – timidamente – em Minas Gerais, confirmando a importância do agronegócio para o saldo da balança comercial. O saldo da balança comercial mineira foi superavitário, sustentado pelo agronegócio, representando 49,57% do valor gerado pelos setores da economia mineira.

Trabalho forte – Ações do Sistema Faemg, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), foram importantes para fortalecer o comércio internacional em 2018. A Missão do Projeto Agrobrazil – que é uma estratégia de melhorar a visão do setor produtivo junto aos países importadores, favorecendo as negociações comerciais – levou representantes de sete embaixadas para conhecer a produção de café e lácteos em regiões produtoras mineiras. Rodadas de negócio com a Apex Brasil geraram oportunidade de vendas para produtores de café, durante a Semana Internacional de Café (SIC) 2018.

MADE IN MINAS

Exportações totais do agronegócio mineiro

US$ 6,5 bilhões (33,09% do total exportado pelo Estado, apesar de queda nas cotações de café, carne e cana) – De janeiro a novembro

8,8 milhões de toneladas – volume embarcado – De janeiro a novembro

Cinco principais grupos de produtos exportados (respondem por 84,5% das vendas externas do setor no Estado):
• Café
• Complexo soja (soja em grão, farelo e óleo)
• Carnes (bovina, de frango, suína, de peru e outras)
• Complexo sucroalcooleiro (açúcar de cana e álcool)
• Produtos florestais (celulose, madeira, papel e borracha)