Barreiras comerciais chinesas preocupam Kudlow e Donald Trump - Crédito: Carlos Barria / Reuters

Washington/São Paulo – O assessor econômico da Casa Branca, Lawrence Kudlow, disse, ontem, que as negociações comerciais entre os Estados Unidos (EUA) e a China poderão ser retomadas quando os formuladores de políticas econômicas se encontrarem em Buenos Aires, na Argentina, em dezembro, para a reunião do G-20.

Kudlow, diretor do Conselho Econômico Nacional, afirmou, em uma conferência da indústria de valores mobiliários em Washington, que nenhum plano formal foi feito para retomar as negociações, mas disse que as autoridades americanas estão prontas para negociar enquanto as conversas forem sérias.

“A grande esperança aqui é que a China venha à mesa e comece a jogar de acordo com as regras”, disse ele, acrescentando que até agora as conversações “têm sido insatisfatórias do nosso ponto de vista”.

A China cancelou negociações comerciais com os EUA que foram planejadas para o fim de setembro, após uma recente escalada nas tensões comerciais.

Rodada de tarifas – No mês passado, o presidente americano, Donald Trump, anunciou novas tarifas sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas, levando Pequim a retaliar com taxas sobre US$ 60 bilhões em produtos americanos. Trump prometeu aumentar ainda mais a pressão sobre a China, cobrando tarifas de outros US$ 257 bilhões em produtos chineses.

Kudlow disse que as autoridades dos Estados Unidos continuam preocupadas com uma série de barreiras comerciais na China, incluindo tarifas, exigências de propriedade conjunta para empresas americanas e “o roubo de propriedade intelectual”.

Falando sobre o recém-anunciado acordo comercial entre os EUA, Canadá e México, Kudlow destacou que o pacto econômico permitirá que os três países apresentem uma “frente única” contra práticas comerciais desleais.

Japão – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem que o país está se preparando neste momento para começar as negociações comerciais com o Japão.

Durante discurso na Convenção da Associação Nacional de Empreiteiros Elétricos, o republicano disse ainda que o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) é o “maior que os EUA já fizeram e talvez o maior já feito no mundo”. “Estamos trazendo de volta ao nosso país um dinheiro que seria gasto em outros lugares”, declarou o presidente. (AE)