Os 20 anos de atuação como executiva deram a Érika Linhares mais do que experiência corporativa, ela pode constatar como o “MiMiMi” no ambiente de trabalho é motivo de empresas e funcionários não desenvolverem seus potenciais. Determinada a mudar o comportamento de pessoas nas organizações, em 2018 ela iniciou um novo desafio: a fundação da B-Have, empresa que oferece mentoria especializada em acelerar pessoas e negócios.

Graduada em pedagogia pela Fundação Educacional Monsenhor Messias, Érika Linhares ingressou sua carreira aos 19 anos como atendente de loja com um salário de R$ 350. Assim que passou a atuar como executiva na área de vendas e ao longo de sua trajetória foi percebendo as lacunas que faziam com que os profissionais não se desenvolvessem nas empresas, ao mesmo tempo em que os negócios não cresciam.

Graças a esse olhar de pedagoga e gestora, pouco mais de duas décadas depois, ela deixava a área corporativa no posto de Diretora Nacional de Vendas de uma das maiores empresas de telecomunicações do Brasil para lançar o movimento #NoMiMiMi, que tem como propósito levantar a bandeira de que o comportamento é o que impede organizações e funcionários de crescerem. A partir daí, pensando em aplicar o que aprendeu com a pedagogia do mundo dos negócios, se juntou a dois sócios, Laercio Faria e Gabriela Couto, e fundou a B-Have, empresa que apoia corporações e funcionários a lidarem com as “dores” do mundo corporativo através de uma metodologia própria desenvolvida pela especialista que tem como foco a transformação do mindset.

“Na perspectiva das empresas, essas dores são donos e diretores que veem em seus funcionários o principal problema de seus negócios. Para os profissionais, as ‘dores corporativas’ são frustrações com a falta de reconhecimento, incentivo e propósito no trabalho”, explica a fundadora da B-Have.

Érika Linhares aplicou os ensinamentos da metodologia que desenvolveu na vida profissional das mais de 15 mil pessoas que passaram pela sua gestão nos últimos anos à frente da diretoria de vendas. Para ela, as pessoas precisam ser educadas no ambiente de trabalho, aprendendo a fazer o que é correto, princípio que hoje também é aplicado ao trabalho da B-Have.
“Ninguém faz nada sozinho e eu só cresci porque a minha equipe cresceu.

Por isso, resolvi investir no maior ativo de qualquer empresa, que é a sua gente”, explica a mentora.

Para Érika Linhares, as pessoas não estão felizes nas empresas e as empresas, por sua vez, não estão felizes com as pessoas, o que resulta em um ciclo de menor produção e, consequentemente, menor resultado. “Mudar o mindset significa mudar também os resultados da empresa”, garante Érika Linhares.

A executiva acredita que a produtividade está amplamente relacionada com a felicidade e diz que é possível ser uma grande executiva e ainda ter tempo para curtir a família, ter momentos de lazer e ser feliz. “Eu nunca deixei de ficar com a minha filha, correr na praia e aproveitar os bons momentos. Sempre trabalhei e fui muito cobrada, mas era focada em conquistar os resultados e minha equipe estava sempre comigo”, finaliza.