Café arábica respondeu por 80% do volume das exportações - Crédito: José Roberto Gomes/Reuters

Em maio deste ano, o Brasil bateu um novo recorde mensal para o período em termos de volume de exportações de café. O País exportou 3,5 milhões de sacas, considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído, com receita cambial de US$ 416,2 milhões. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O volume exportado representou um crescimento de 103,5% em relação ao mês de maio de 2018. A receita cambial, no mesmo comparativo, também apresentou aumento, de 57,6%. Já o preço médio da saca de café em maio, que foi de US$ 118,26/saca, apresentou queda de 22,6% em relação a maio do ano passado.

Em relação às variedades embarcadas no mês, o café arábica correspondeu a 80% do volume total das exportações, equivalente a 2,8 milhões de sacas. O café conilon (robusta) atingiu a participação de 10,7%, com o embarque de 376 mil sacas, enquanto o solúvel representou 9,3% das exportações, com 326 mil sacas exportadas.

Comparando-se as exportações das variedades de maio de 2019 com maio do ano passado, os embarques de café conilon cresceram 707,1%, os de café arábica tiveram aumento de 95,5% e os de solúvel registraram crescimento de 35,2%.

“A performance das exportações do café brasileiro segue muito positiva, apresentando ótimos resultados para o mês, para o ano e também no ano-safra, que se encerra neste mês (junho). Estamos batendo recordes históricos nas exportações de café brasileiro, atendendo à demanda dos nossos importadores com muita eficiência, qualidade e sustentabilidade”, afirma Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.

“Nesse sentido, o crescimento também nas exportações para os principais destinos e nos embarques de cafés diferenciados reforçam ainda mais o crescimento do market share do Brasil e o desempenho na produção de café sustentável do País na cadeia do agronegócio”, diz.

Ano-civil – As exportações de café neste ano-civil (janeiro a maio) foram as melhores dos últimos cinco anos para o período, com o embarque de 16,9 milhões de sacas, o que representa crescimento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita cambial, neste caso, foi de US$ 2,1 bilhões, apresentando também aumento, de 12,7% ante o período de janeiro a maio de 2018.

Além dos bons resultados em maio e no ano-civil, nos últimos 12 meses (jun/2018 a mai/2019), o Brasil exportou 40,5 milhões de sacas de café, sinalizando um recorde histórico para o período na comparação com anos anteriores.

Com relação às exportações de café no ano-safra 2018/2019 (jul/18 a mai/19), o Brasil negociou até agora 37,9 milhões de sacas no período acumulado, aumento de 35,9% em relação à mesma base comparativa do ano anterior, quando o País embarcou 27,9 milhões de sacas. Esse resultado apurado até o momento – penúltimo mês do encerramento do ano-safra 2018/2019 – já supera a exportação recorde registrada no ano-safra 2014/2015, quando o País embarcou 36,6 milhões de sacas.

Principais destinos – Os dez principais destinos do café brasileiro no ano-civil (jan-mai) foram: os Estados Unidos, que importaram 3,2 milhões de sacas de café (18,7% do total embarcado no período); Alemanha, com 2,8 milhões de sacas importadas (16,7% da participação total no período); Itália, com 1,7 milhão de sacas (10,1%); Japão, com 1,3 milhão de sacas (7,8%); Bélgica, com 935 mil sacas (5,5%); Turquia, com 566 mil sacas (3,4%); Reino Unido, com 520 mil sacas (3,1%); Federação Russa, com 416 mil sacas (2,5%); França, com 375 mil sacas (2,2%); e Canadá, com 363 mil sacas (2,2%).

Diferenciados – No ano-civil de 2019 (jan-mai), o Brasil exportou 3,3 milhões de sacas de cafés diferenciados (que são os cafés que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis), participação de 19,4% do volume em relação ao volume total de café exportado no período.

A receita cambial gerada com a exportação de cafés diferenciados do Brasil foi de US$ 523 milhões, representando 24,4% do total gerado pelo Brasil com as exportações no ano-civil de 2019. (Com informações do Cecafé).