Café teve participação de 56,9% do total comercializado - Crédito: Divulgação/Seapa Usada em 09-04-19

As exportações do agronegócio mineiro alcançaram US$ 1,75 bilhão no primeiro trimestre do ano e registraram crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Frente ao total de exportações do Estado, o agronegócio respondeu por 30,4% de toda a pauta mineira comercializada.

Em relação ao saldo da balança comercial, que é a diferença entre o valor das exportações e importações, o setor contribuiu com 44%, evidenciando a importância do agronegócio para a economia mineira. A informação é da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) com base em dados do Ministério da Economia.

Segundo o subsecretário de Política e Economia Agrícola da secretaria de Agricultura, João Ricardo Albanez, a recuperação da receita e do volume de café exportado foi preponderante para o resultado positivo das exportações do agronegócio no trimestre.

O café, principal produto da pauta de exportações do setor, representou 56,9% do total comercializado. O valor alcançado foi de US$ 995 milhões, indicando aumento de aproximadamente 22% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado. Foram embarcadas 5,4 milhões de sacas, com avanço de quase 44% no volume. Esse foi o melhor desempenho do segmento cafeeiro desde 2017.

Na avaliação do assessor especial de cafeicultura, Niwton Moraes, esse movimento indica a recuperação do País no mercado mundial.

“Desde 2014, o Brasil vinha perdendo parcelas de mercado, porque outros países estavam ofertando a preços menores. Mais recentemente, voltou a recuperar a participação, motivado, também, pela supersafra do ano passado”, explica o assessor.

O algodão mineiro mantém o ritmo de crescimento das exportações, confirmando o cenário favorável para a cultura. No acumulado do trimestre, o valor exportado alcançou US$ 26,2 milhões, com crescimento de 48% em relação ao mesmo período do ano passado, e o volume atingiu 11,2 mil toneladas (+92%).

Pauta diversificada – Também merece destaque a inclusão de novos produtos na pauta de exportação mineira. Pela primeira vez, esse primeiro trimestre registrou a comercialização de milho doce, enviado exclusivamente para a Argentina, filés de peixe, comercializados com o Vietnã, e pimentões vermelhos enviados para a Alemanha.

“É muito importante a inserção de novos produtos na pauta das exportações, uma vez que 95% da receita gerada vêm do café, complexo soja, produtos florestais, carnes e complexo sucroalcooleiro”, destaca o subsecretário João Albanez.

Em relação às carnes (bovina, frango e suína), o faturamento registrado foi US$ 196 milhões, praticamente o mesmo valor alcançado em relação ao primeiro trimestre de 2018. Os produtos florestais (celulose, madeira e papel) somaram US$ 204 milhões, com a comercialização de 342 mil toneladas.

As exportações dos produtos do complexo soja (grão, farelo e óleo) alcançaram US$ 146 milhões, com redução no volume e no valor. Na avaliação do subsecretário João Ricardo Albanez, as incertezas que rondam as negociações entre os Estados Unidos e China deixaram o mercado instável e contribuíram para a redução do valor da tonelada.

Além disso, a China, um dos principais mercados importadores de commodities, reduziu em 17% o volume das importações da soja mineira. Os estoques americanos estão com volume expressivo, aguardando as negociações, pressionando negativamente os preços.

Principais destinos – Os produtos do agronegócio mineiro foram enviados para 144 países. Os principais importadores, no primeiro trimestre, foram China (16,5%), Estados Unidos (12,8%), Alemanha (11,7%), Japão (8,1%) e Itália (7,9%). (Com informações da Seapa).