O Facebook anuncia as 10 startups que participarão da terceira turma do programa de aceleração da Estação Hack, centro de inovação da empresa na cidade de São Paulo. São negócios que oferecem serviços e produtos com potencial para resolver grandes desafios da sociedade e impactar milhares ou até mesmo milhões de pessoas.

Assim como nas etapas anteriores, o programa de aceleração foca em startups de impacto social. Desta vez, há dois eixos principais: pessoas e cidades, com o objetivo de apoiar negócios inovadores que podem tornar as cidades mais inclusivas e sustentáveis e capacitar as pessoas para o futuro mercado de trabalho.

“Estamos passando por mudanças econômicas e demográficas relevantes, com o contínuo processo de urbanização e envelhecimento da população. Será que as pessoas e as cidades estão prontas para isso? As startups que selecionamos para esta terceira turma de aceleração na Estação Hack têm um olhar especial sobre essa questão”, afirma o diretor da Estação Hack, Eduardo Lopes.

Mais de 1,2 mil empresas foram avaliadas no processo de seleção. As 10 startups selecionadas possuem negócios em diferentes estágios de desenvolvimento, que atuam em temas como terceira idade, capacitação profissional na área de tecnologia, mobilidade para pessoas com deficiência, intercâmbio cultural e saúde. Metade das startups escolhidas são lideradas por empreendedoras mulheres.

Durante seis meses, as empresas residentes da Estação Hack terão seus modelos de negócios aprimorados e o impacto social ou ambiental de suas soluções refinado, com mentoria do Facebook e de especialistas em diversos temas relacionados aos seus negócios, além de acesso à metodologia de aceleração da Artemisia, organização pioneira no fomento de negócios de impacto social no Brasil.

“Nossa sociedade enfrenta desafios complexos e exige novas soluções para os problemas atuais e os que estão por vir. Foi sob essa perspectiva que buscamos e selecionamos a nova turma de startups. Esses próximos meses de aceleração serão intensos, para que estes empreendedores possam ampliar o impacto de suas soluções e contribuam para um futuro mais inclusivo e sustentável para todos”, diz a diretora-executiva da Artemisia, Maure Pessanha.

As startups da segunda turma, que deixam a Estação Hack este mês, já estão colhendo resultados do programa de aceleração.

A MEI Fácil, plataforma digital de apoio ao microempreendedor individual, captou uma nova rodada de investimentos e chegou à marca de 500 mil downloads. A Cloudia, startup que desenvolveu um chatbot que automatiza a comunicação entre pacientes e estabelecimentos da saúde, conta que teve um crescimento de 153% de clientes durante a aceleração.

A Estação Hack também ajudou a promover encontros entre startups residentes: a Vittude – que conecta psicólogos a pessoas que procuram terapia, tanto para atendimento presencial como on-line – desenvolveu conteúdo sobre compulsão por compras e depressão por endividamento em parceria com a BLU365, empresa que oferece orientação financeira e serviços de negociação de dívidas para pessoas negativadas.

Conheça as 10 startups selecionadas para a terceira turma do programa de aceleração da Estação Hack:

Carambola – Oferece serviços de Tecnologia da Informação (TI) e capacita o time ao longo do processo de desenvolvimento para que a empresa-cliente possa contratar os profissionais no fim do projeto.

Celebrar – Produtora virtual de eventos que reúne fornecedores de serviços em uma única plataforma. A empresa faz uma curadoria dos fornecedores e auxilia na formação e qualificação desses profissionais, ajudando-os a aumentar a renda. Hoje, 75% dos fornecedores na plataforma residem nas periferias de São Paulo.

EntregAli – Solução para facilitar o recebimento de encomendas na última milha, por meio da instalação de caixas postais eletrônicas em pontos comerciais. Seu impacto social está atrelado ao acesso a serviços de correspondência em regiões consideradas de risco pelos serviços de entrega.

Go Diáspora – Agência de intercâmbio que oferece cursos de idiomas no exterior e imersão em países africanos e sua diáspora. Tem como objetivos democratizar experiências internacionais a um preço acessível, valorizar a cultura negra e desmistificar a imagem da África.

ISGame – Startup que ensina jovens e idosos a desenvolver games em 2D para PCs e smartphones. Além de promover a inclusão digital e a integração entre diferentes gerações, a programação e o uso dos games são uma forma de tratamento preventivo para doenças cognitivas em idosos.

Jobecam – Plataforma interativa que conecta empresas a profissionais interessados em trabalhar nelas por meio de videorecrutamento e entrevistas às cegas, permitindo que recrutadores avaliem os candidatos sem vieses inconscientes e tornando o processo de seleção mais justo e eficiente.

Livre – A startup desenvolveu a solução Kit Livre, um equipamento que transforma uma cadeira de rodas em um triciclo motorizado elétrico, permitindo uma autonomia média de 25 km de deslocamento e apoiando o cadeirante a se locomover com mais liberdade e autonomia.

MGov – Startup de nudgebots do Brasil que envia reforços positivos para os usuários, sugerindo comportamentos e incentivando melhores escolhas, com o objetivo de aumentar o engajamento educacional e prevenir inadimplência.

Molécoola – Com lojas-contêineres, a empresa incentiva a população a trocar seus lixos recicláveis por pontos de fidelidade. Além de apoiar o hábito de reciclar da população, a empresa apoia a formalização dos operadores envolvidos, aumentando sua geração de renda.

Pulsares – Startup da área da saúde, a empresa desenvolveu um software que gera um modelo simplificado de receita com linguagem fácil e imagens, otimizando o trabalho dos profissionais de medicina e facilitando a compreensão do paciente, o que aumenta a adesão ao tratamento.