Em torno de 50 produtores rurais participaram do encontro promovido pela entidade, na Câmara Municipal de Brumadinho - Crédito: Faemg/Divulgação

O presidente do Sistema Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais) e do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Roberto Simões, ofereceu, em reunião promovida ontem, suporte aos produtores rurais atingidos direta ou indiretamente pelo rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, ocorrido no dia 25 de janeiro.

Cerca de 50 produtores rurais participaram da reunião, realizada na Câmara Municipal de Brumadinho. Equipes das assessorias jurídica, técnica e ambiental, além de profissionais da promoção social do Senar Minas, colocaram-se à disposição para levantar as principais necessidades dos produtores, em curto e médio prazo, e buscar alternativas.

“Este foi um primeiro contato de orientação aos produtores. Não poderíamos ficar à margem desta tragédia. Viemos prestar solidariedade a eles. Vamos seguir junto com o governo e com a Vale no levantamento de informações. Será fundamental que estes produtores nos ajudem a levantar suas perdas, problemas com água, números, dívidas do Pronaf, entre outros, para que possamos ajudar no encaminhamento de cada situação”, destacou o presidente do Sistema Faemg, Roberto Simões.

Segundo o secretário de Agricultura de Mário Campos, Ferreirinha, em seu município, vizinho a Brumadinho, parte dos produtores foram impactados com a tragédia. “No nosso município, 49 agricultores foram afetados. Muitos perderam tudo. Como vão se recuperar? Estamos acompanhando tudo de perto para ver o que poderemos fazer”, afirmou.

Situação grave – O presidente da Associação dos Produtores Rurais de Brumadinho, Pascoal Moreira Filho, lamentou o resultado de mais um rompimento de barragem no Estado e reforçou a gravidade das áreas atingidas pelo mar de lama. “A situação dos produtores atingidos é séria. Tudo o que eles tinham foi embora. Perderam tudo. Muito difícil reconstruir em cima da lama. Como vai ser a vida deles daqui para frente?

É a resposta para esta pergunta que temos que buscar”, disse.
De acordo com o produtor rural Sadi Barbosa, as suas perdas já somam cerca de R$ 60 mil. “Não tenho como ir para a roça trabalhar. Deixei de vender porque não tenho acesso à minha propriedade. Prejuízo é por dia. Já chega a uns R$ 60 mil e vai aumentar”, lamentou. (Com informações da Faemg).