Paranaguá- PR- Brasil- 27/01/2015- Com o crescimento nas previsões da safra de grãos e a manutenção do câmbio favorável para as exportações, o embarque de soja pelo Porto de Paranaguá deve ser 6% maior em 2015 em relação ao ano passado. Segundo a estimativa, os embarques com o grão podem ultrapassar as 7,9 milhões de toneladas ao longo de todo o ano. Foto: Fabio Scremin/APPA

São Paulo – O Brasil, maior exportador de soja do mundo, deverá registrar um faturamento recorde de US$ 38,3 bilhões com os embarques do grão, farelo e óleo de soja em 2018, um crescimento de 21% ante 2017, com o País sendo beneficiado por forte demanda da China, bons preços e uma safra histórica para comercializar, apontou a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Até o mês passado, a Abiove, que reúne multinacionais como Bunge e Cargill, previa uma exportação de US$ 37,9 bilhões para o ano. O aumento na previsão de receita ocorreu em meio a uma expectativa de embarques ainda maiores, para o recorde de 77 milhões de toneladas do grão.

As exportações de soja, o principal produto da pauta exportadora do Brasil, responderão pela maior parte do valor obtido pelo setor, ou US$ 30,8 bilhões, também aumento de cerca de 20% na comparação anual, segundo a Abiove, que indicou um crescimento de 13% no volume de embarques ante 2017.

O preço médio da exportação de soja do Brasil, que até setembro havia somado quase 70 milhões de toneladas – sendo 55 milhões de toneladas para a China -, foi visto em US$ 400 por tonelada, ante US$ 377 no ano passado.

O faturamento das exportações de farelo de soja deve crescer ainda mais, com aumento de mais de 30% ante 2017, para US$ 6,5 bilhões em 2018, também com maiores volumes (16,75 milhões de toneladas, alta de mais de 15%) e preços (+11%).

A receita com as exportações de óleo de soja do Brasil deverão recuar para US$ 980 milhões, ante pouco mais de US$ 1 bilhão em 2017, com preços mais baixos do produto exportado.

2019 – A exportação do complexo soja (grão, farelo e óleo) do Brasil foi vista em US$ 33,7 bilhões em 2019, segundo a Abiove, em sua primeira estimativa para o próximo ano.
Essa queda na comparação com o recorde de 2018 ocorreria com a associação apontando menores volumes e preços mais baixos para todos os produtos exportados em 2019, com exceção da cotação do óleo, que ficaria estável no próximo ano.

Considerando somente a exportação do grão, o montante ficaria em US$ 27,3 bilhões, com a associação vendo uma queda de mais 5 milhões de toneladas nos embarques em 2019, após um ano em que as vendas do Brasil foram bastante beneficiadas pela China, que optou pela soja brasileira em detrimento da dos EUA, diante da taxa de 25% imposta por Pequim ao produto norte-americano, em um importante movimento da guerra comercial entre os dois países. (Reuters)