O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, convocou o empresariado a uma atuação mais firme e eficaz por meio de transformações que contribuam para a retomada do crescimento do Brasil. O chamado foi feito durante almoço-palestra promovido ontem pela Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa (ADCE), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi-MG), na sede da federação, em Belo Horizonte.

Ao tratar dos desafios da representação empresarial e do papel de liderança do empresariado no processo de mudanças no País, Roscoe destacou que a omissão de atores socialmente importantes, como os próprios empresários, tem grande contribuição para a situação atual do Brasil. Para o presidente da Fiemg, os empresários serão os responsáveis por dar o tom da transformação necessária ao Brasil e, para isso, além da articulação empresarial, é preciso um trabalho de diálogo com a sociedade.

“Não adianta termos uma indignação contra a situação do País no sofá de casa, dentro de nossas empresas ou apenas dialogando entre o empresariado. É imprescindível que seja feito um trabalho com todas as esferas da população, algo que transcenda os interesses apenas dos empresários ou de uma classe específica e vise ao bem comum”, pontuou.

Roscoe ainda questionou como, em um momento de transformação, os empresários pretendem se posicionar para fazer a diferença frente a esse cenário de mudanças. “Como esperamos mudar a realidade do País e criar um melhor ambiente para empreender? Não é fazendo as malas para Miami ou Lisboa, como muitos estão fazendo, os dilemas não são resolvidos e crescem”, salientou.
O presidente da Fiemg ressaltou ainda a importância das reformas em diversas esferas da sociedade como a da Previdência, tributária e política. Roscoe apontou que a principal mudança passa pela redução do Estado e pela eficiência pública com o fim da estabilidade no serviço público.

“O ponto principal é que todas essas reformas debatidas só serão eficazes, de fato, com a redução do Estado e a retirada de vários privilégios existentes na máquina pública, como, por exemplo, a estabilidade para servidores. As transformações têm que ser profundas e temos que nos engajar para defender essa redução” explicou.

Roscoe acrescentou que o País se vê diante de décadas de atraso no enfrentamento da sociedade e que é o momento de buscar as mudanças em prol do interesse coletivo. “Fica o convite de transformar nosso ambiente de negócios e assim transformar a nossa sociedade e o único obstáculo do País somos nós brasileiros e a nossa mentalidade”, concluiu.