O ano de 2018 foi marcado por eventos de grande importância para a fruticultura de um modo geral. O Ministério da Agricultura lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento da Fruticultura (PNDF), que visa desenvolver as cadeias produtivas, tendo como principais metas exportar mais, produzir com qualidade e elevar o consumo interno de frutas no Brasil. A partir do PNDF, a Governança Setorial elaborará os diagnósticos e prognósticos da fruticultura brasileira para a avaliação de cenários e a proposição de ações de curto, médio e longo prazo, permitindo tomada de decisões. O plano se baseia em 10 áreas temáticas:

• Governança da cadeia
• Pesquisa, desenvolvimento e inovação
• Sistemas de produção
• Defesa vegetal
• Gestão da qualidade
• Crédito e sistemas de mitigação de riscos
• Legislação
• Infraestrutura e logística
• Processamento e industrialização
• Marketing e comercialização

Outro ponto importante para a cadeia de Hortifrútis foi a publicação da Instrução Normativa Conjunta do Mapa e da Anvisa – INC 02, de 2 de fevereiro de 2018, que trata da rastreabilidade vegetal. Todos os produtos que são consumidos frescos terão que ter a rastreabilidade desde a produção até o consumo final no atacado e varejo. No sentido de proporcionar adequação ao produtor, o Sistema CNA lançou a Plataforma Agritrace, on-line.


A Faemg, por meio da Comissão Técnica de Fruticultura, debateu assuntos importantes como o Greening e Cancro Cítrico doenças que causam grandes perdas no setor. Outro assunto de destaque discutido teve relação com as Culturas com Suporte Fitossanitário Insuficiente – Minor Crops.


Minas Gerais, devido à diversidade climática e a variação de biomas, tem condições para produção de cultivos variados. No Norte de Minas, há o projeto Jaíba, onde destaca-se a produção de frutas tropicais. Na região Sul e no Campos das Vertentes o destaque é para a fruticultura temperada devido ao clima ameno propiciado pela altitude da região. O Triângulo Mineiro produz citros, abacaxi e outros.