Quando a 2ª fase do projeto estiver finalizada, no fim de 2019, as fábricas químicas começarão a ser operadas, e a produção de fertilizantes ocorrerá em Serra do Salitre - Divulgação

A Galvani Indústria, Comércio e Serviços S/A obteve a licença de operação (LO) definitiva da unidade de mineração do Complexo Mineroindustrial de Serra do Salitre, no município de mesmo nome, no Alto Paranaíba. Agora, a companhia inicia a segunda fase do projeto, que consiste na construção das plantas industriais que transformarão a matéria-prima em fertilizante. O empreendimento como um todo, receberá aportes da ordem de R$ 2,7 bilhões.

A licença, concedida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), representa a conclusão da primeira fase do projeto, que deve alcançar a capacidade máxima de produção, de 1,2 milhão de toneladas de fertilizantes fosfatados por ano, a partir de 2020.

A LO foi concedida em votação durante reunião extraordinária da Câmara Técnica de Mineração do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) no último dia 16. Já a Licença de Instalação foi obtida em 2013.

As informações foram confirmadas pelo diretor de projetos da Galvani, Gustavo Horbach. Segundo ele, a primeira etapa de implantação do complexo consistiu na extração e beneficiamento de rocha fosfática na região, sob investimentos de R$ 1,4 bilhão. As primeiras intervenções permitiram a extração de cerca de 80 mil toneladas do insumo, em caráter de teste.

“O minério produzido neste momento será industrializado na unidade da Galvani em Paulínia, já que as fábricas de fertilizantes ainda não estarão prontas. Quando a segunda fase do projeto estiver finalizada, no fim de 2019, as fábricas químicas começarão a ser operadas, e a produção de fertilizantes ocorrerá propriamente em Serra do Salitre”, explicou.

A partir daí, segundo Horbach, 90% do fosfato extraído na região será mantido na planta local, e os outros 10%, enviados para São Paulo. Para isso, a empresa já iniciou a segunda fase de investimentos no Complexo, que diz respeito a R$ 1,3 bilhão. Neste período, 2,5 mil empregos diretos serão criados. Já quando a planta estiver em plena operação, a previsão é de 1,2 mil vagas de trabalho.

“Com a concessão da LO, o complexo já começará a gerar receita. Mas a operação como um todo terá início no fim do ano, primeiramente com a pré-operação, depois com a operação assistida e, por fim, a operação comercial, que deverá ocorrer no princípio de 2020”, explicou.

Vida útil – De acordo com o documento emitido pela Semad, a vida útil da jazida do empreendimento é economicamente viável e programada para 19 anos, sendo explorados 12,5 milhões de toneladas por ano, com produção de concentrado fosfático estimado em 1,2 milhão de toneladas/ano.

A importância do empreendimento diz respeito a alta dependência do agronegócio brasileiro com o mercado internacional de fertilizantes, já que o Brasil não é autossuficiente na sua produção. Atualmente, 70% dos fertilizantes utilizados no País são importados, enquanto os fosfatados estão na casa dos 60%.

“A unidade da Galvani em Serra do Salitre vai, justamente, contribuir para que haja mais fertilizantes nacionais disponíveis, uma vez que a unidade de Serra do Salitre vai produzir desde o minério até o fertilizante pronto para o agricultor utilizar”, comentou Horbach.