São Paulo – As usinas de geração de energia que usam biomassa como combustível tiveram recordes de produção por dois meses consecutivos, em junho e julho, informou na sexta-feira (21) a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

As usinas, a maior parte movida por bagaço de cana-de-açúcar, somaram uma produção de cerca de 4,76 gigawatts médios em julho e 4,5 gigawatts médios em junho, contra um recorde anterior de 4,43 gigawatts em setembro do ano passado.

Segundo a CCEE, as usinas de biomassa somavam ao final de julho deste ano uma capacidade instalada de 12,72 gigawatts, crescimento de 1,1% frente ao mesmo período do ano anterior. “Tal informação confirma que o desempenho recorde das usinas do sistema, ao longo de julho, é fruto da maior produtividade”, afirmou a CCCE.

As unidades movidas com cana-de-açúcar responderam por quase 87% da geração, com 4,12 gigawatts, também um recorde para o insumo – o Brasil é o maior produtor global de cana.

Preços – A cogeração de energia é uma importante fonte de recursos para a indústria de cana, em momento em que os preços do açúcar bruto no mercado internacional estão oscilando um pouco acima de em mínimas em dez anos.

O aumento da cogeração ocorre apesar de uma queda esperada na produção de cana do centro-sul neste ano.

A maior parte da geração foi por usinas em São Paulo, com 2,2 gigawatts, seguidas pelas do Mato Grosso do Sul (quase 802 megawatts), Minas Gerais (582 megawatts), Goiás (529 megawatts) e Paraná (289 megawatts), todos na região centro-sul, líder em produção de cana e de açúcar no Brasil. (Reuters)