A produção de bobinas a quente na usina de Ouro Branco vai ser expandida em 230 mil toneladas - Foto: Alisson J. Silva

O plano de aportes da Gerdau para os próximos três anos prevê investimentos da ordem de R$ 7,1 bilhões em suas operações globais, incluindo a usina de Ouro Branco, na região Central de Minas Gerais. Entre 2019 e 2021, as inversões na planta siderúrgica mineira somarão quase R$ 1,6 bilhão e serão destinadas à manutenção desta que é a maior usina do grupo gaúcho.

As informações fazem parte do balanço divulgado ontem pela companhia, juntamente com o resultado de R$ 46,2 bilhões em receita líquida atingido em 2018, representando avanço de 25% sobre o ano anterior.

Em teleconferência, o presidente da Gerdau, Gustavo Werneck, destacou que, a partir desse ano, a siderúrgica passa a divulgar seu programa de investimentos (Capex) para o período de três anos (2019-2021), como evolução do processo de governança da empresa. Os aportes também foram classificados em três categorias: manutenção geral, manutenção na usina de Ouro Branco e expansão e atualização tecnológica.

A empresa também vai aplicar os recursos em expansão de capacidade e atualização tecnológica focada em processos de maior rentabilidade.

De maneira geral, a Gerdau vai ampliar em 530 mil toneladas em sua capacidade de produção de aço em diversas usinas na América do Norte (R$ 456 milhões), elevará produção de aços especiais em Pindamonhangaba (SP) e Monroe (EUA), com desembolso de R$ 789 milhões, e vai ampliar a produção de bobinas a quente em Ouro Branco em 230 mil toneladas, com aportes de R$ 380 milhões.

A Gerdau afirmou, porém, que os investimentos em expansão e atualização ocorrerão conforme a concretização de expectativas de crescimento da demanda para que a empresa cumpra objetivo de manter seu nível de endividamento em entre 1 e 1,5 vez dívida líquida sobre Ebitda.

Dos R$ 7,1 bilhões previstos para os próximos três anos, R$ 2,219 bilhões estão estimados para este exercício, R$ 2,409 bilhões para o ano que vem e R$ 2,447 bilhões para 2021.

Já em referência aos R$ 1,6 bilhão que serão destinados a Minas neste período, somente neste ano serão R$ 441 milhões, R$ 562 milhões em 2020 e R$ 593 milhões em 2021.

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Parada programada – Além disso, destaca-se que parte dos investimentos a serem aplicados no Estado irá para iniciativas relacionadas à parada programada de modernização da usina de Ouro Branco, em 2022. Segundo o presidente, incluem uma série de iniciativas referente a parada programa de modernização da usina que ocorrerá em 2022. Já neste ano, será realizada parada programada de 60 dias no alto-forno 1 da usina e, em 2020 e 2021, estão previstas reformas graduais.

“Trata-se de um equipamento de 20 anos, cuja capacidade instalada é de 3 milhões de toneladas por ano e com a retomada das atividades do equipamento ao final dos 60 dias, ganharemos eficiência e deveremos encerrar 2019 com volume de produção similar ao alcançado em 2018”, explicou.

Ainda de acordo com a companhia, o abastecimento dos clientes será assegurado pela formação de estoques estratégicos.