Membros da OMC vêm discutindo importância de reformar instituição, tornando-a mais moderna - REUTERS/Denis Balibouse

São Paulo – O governo brasileiro vai defender a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) e pode propor novas regras para subsídios agrícolas caso se aprovem normas mais restritivas para subsídios industriais, disse o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, ontem.

“A posição brasileira é que a reforma da OMC é necessária, pois as regras são de décadas atrás. O Brasil negocia qualquer tema, mas se tornarem mais restritas as regras para subsídios industriais, o Brasil vai propor regras para subsídios agrícolas”, afirmou Rêgo Barros, em briefing à imprensa no Palácio do Planalto.

O porta-voz disse não ter conhecimento sobre se algum país estaria disposto a tratar desse assunto no momento.

“Não obstante, é um direito nosso, até por soberania nacional, de colocarmos as nossas intenções, as nossas definições das tratativas que venham a ocorrer e, eventualmente, se nós tivermos que enfrentar decisões e tratativas advindas de outros países, nós vamos ter que usar as ferramentas diplomáticas e comerciais que são normais nesse tipo de negociação”, destacou.

G-20 – O porta-voz disse que, durante a viagem da comitiva presidencial à reunião do G-20 no Japão, será realizada uma reunião do Brics à margem dessa cúpula. Ele citou o fato de que o Brasil exerce a presidência do Brics – formado também por Rússia, Índia, China e África do Sul – este ano.

Bolsonaro, segundo o porta-voz, iniciaria a sua viagem internacional ontem e retorna no sábado. De acordo com ele, o governo brasileiro quer estabelecer um relacionamento mais profundo com os países do G-20 e outros convidados ao encontro.

Rêgo Barros também citou uma reunião prevista com o presidente chinês, Xi Jinping, antes do encontro do G-20. Ele destacou que a China é o “maior parceiro” comercial do Brasil, que o vice-presidente Hamilton Mourão já esteve naquele país asiático e que o planejamento para uma viagem para lá no segundo semestre está bastante adiantado.

O porta-voz informou que novas reuniões bilaterais poderão ser confirmadas ao longo da viagem. Segundo ele, o governo também poderá abordar assuntos referentes à crise na Venezuela durante o giro. (Reuters)