Obras emergenciais na pista do Aeroporto Regional do Vale do Aço propostas pelo grupo custarão cerca de R$ 400 mil - Divulgação/Prefeitura de Ipatinga

Um grupo de trabalho com participação do poder público e de lideranças empresariais foi formado na sexta-feira (15) – durante reunião realizada na Prefeitura de Ipatinga – a fim de buscar soluções para restabelecer o total funcionamento do Aeroporto Regional do Vale do Aço em curto espaço de tempo. Na quinta-feira (14), a Azul Linhas Aéreas anunciou que suspendeu por tempo indeterminado as operações no aeródromo, também conhecido como Aeroporto de Ipatinga, devido às más condições da pista.

A primeira linha de atuação do grupo de trabalho é buscar recursos junto ao Estado para uma reforma emergencial, inicialmente avaliada em R$ 400 mil. A solução definitiva viria com a obra completa da pista – no valor de aproximadamente R$ 9 milhões – e criação de uma parceria público-privada (PPP) para administrar a estrutura.

Secretário de Comunicação da Prefeitura de Ipatinga, Breno Brandão informou que o valor de R$ 400 mil foi preliminarmente definido pelo Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DEER-MG). O órgão levaria cerca de dez dias para realizar a obra, a partir da liberação do dinheiro pelo governo do Estado. A intervenção é para correção de ondulações na pista e recomposição de pontos danificados. Essa obra é paliativa e tem duração de aproximadamente seis meses.

Brandão pondera que o valor para a obra emergencial é considerado baixo, levando-se em conta que é para reativar voos no aeroporto em uma das regiões que mais geram ICMS para o Estado. No Vale do Aço estão presentes grandes empresas, como Usiminas, Cenibra, Aperam e ArcelorMittal.

A assessoria de imprensa do DEER-MG informou que o assunto está sendo analisado. Uma reunião seria realizada no final da tarde de sexta-feira, na Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop) para tratar do assunto.

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Contando com a participação do prefeito de Ipatinga, Nardyello Rocha (MDB), de outros prefeitos da região, da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), entre outros, o grupo de trabalho também vai atuar em mais duas frentes. Uma delas é buscar acelerar a licitação para execução da obra definitiva da pista, avaliada em cerca de R$ 9 milhões.

A terceira frente de trabalho é pressionar pela elaboração de uma PPP para o aeroporto. Um processo chegou a ser feito e vencido pela atual administradora do Aeroporto de Ipatinga, a Socicam, mas acabou barrado pelo Tribunal de Contas do Estado. As lideranças da região cobram que essa PPP seja efetivada de forma a viabilizar um projeto maior e comercial para o aeroporto, prevendo construção de hangares e terminal de carga.

Presidente da Fiemg Regional Vale do Aço, Flaviano Gaggiato reforçou ontem que a paralisação da Azul traz grandes prejuízos para a região. “É um impacto terrível para todas as usinas, empresas e comércio da região. Os voos têm média de 80% da lotação, o que mostra a alta demanda”, diz.