Guedes informou que o Mdic passará a ser a Secretaria de Competitividade e Produtividade - REUTERS/Adriano Machado

Brasília – O superministério da Economia do governo Jair Bolsonaro (PSL) contará com seis secretarias especiais, dentre as quais a de Previdência e Receita Federal, comanda por Marcos Cintra, e de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, a cargo de Marcos Troyjo, afirmou ontem o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Cintra é PhD em Economia em Harvard, professor da FGV e presidente da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Histórico defensor de um imposto sobre movimentações financeiras como instrumento de ampla simplificação tributária, ele faz parte da equipe de transição e, antes disso, já colaborava com Guedes.

Já Troyjo é graduado em Ciência Política e Economia pela USP, doutor em Sociologia das Relações Internacionais pela USP, diplomata e integrante do Conselho Consultivo do Fórum Econômico Mundial e diretor do BRICLab da Universidade Columbia.

Segundo Guedes, para a área de Comércio Exterior também estão sendo sondados dois egressos de Chicago que trabalhariam como enviados especiais. Um tem histórico de trabalho em negociações com Estados Unidos e Europa, e o outro atuação voltada para China.

O futuro ministro explicou, em conversa com jornalistas no gabinete de transição em Brasília, que outras três secretarias especiais virão no lugar, respectivamente, do Ministério da Fazenda, do Ministério do Planejamento e do que é hoje o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, cuidando dos assuntos que hoje estão sob a aba dessas pastas.

No caso do Mdic, contudo, a secretaria especial mudará de nome e passará a ser de Competitividade e Produtividade.

Para o comando dessas três secretarias, os nomes ainda não foram definidos, disse Guedes.

A última secretaria especial dentro dessa estrutura do Ministério da Economia já foi anunciada pelo governo e será de Desestatização e Desimobilização, chefiada pelo fundador e presidente do conselho de administração da locadora de veículos Localiza, Salim Mattar. Sua tarefa será de estruturar as privatizações.

Guedes pontuou que, somadas, todas as estatais do País valeriam R$ 802 bilhões, citando cálculos repassados pelo Tesouro Nacional. A venda de todos os imóveis da União também renderia, virtualmente, outros R$ 800 bilhões.

A equipe econômica sabe que não conseguirá se desfazer de todos esses ativos na íntegra, mas trabalhará dentro desse universo de possibilidades. (Reuters)