Evento se propõe a ser uma oportunidade para que as pessoas reflitam qual o tamanho da carreira que elas têm hoje - Foto: Divulgação

A segunda edição do Conexões Humanas, promovida pela Associação Brasileira de Recursos Humanos – Minas Gerais (ABRH-MG), traz como tema principal a Inteligência Artificial (IA) na redefinição do mercado de trabalho. O encontro, que acontece no dia 21 de novembro, no Espaço de Eventos Unimed-BH, na região Centro-Sul, deve reunir cerca de 300 participantes.

De acordo com a presidente da ABRH-MG, Eliane Ramos Vasconcelos, o encontro é dedicado aos profissionais de recursos humanos e gestores. “Hoje, todos os gestores lidam com questões de RH e precisam ouvir o que o mercado tem feito. O mundo nunca foi tão tecnológico e precisou tanto dos contatos humanos como agora. Tem coisa que a máquina não faz: resolver problemas complexos, trabalhar com valores, ter empatia, por exemplo. Temos que colocar a tecnologia ao nosso favor. Acredito que a tecnologia pode nos livrar dos processos repetitivos, tirar o robô de dentro do ser humano e vamos continuar precisando das pessoas”, explica Eliane Vasconcelos.

Entre os palestrantes convidados está o professor e global business developent officer na Arizona State University nos EUA, Rivadávia Drummond, com a palestra: “Fazendo a Inovação Acontecer: um guia prático para você liderar o crescimento sustentável da sua organização”. Entre outros reconhecimentos, em 2012, o professor foi nominado ao “Best Business Professor of the Year”, da revista The Economist.

Para o especialista, o tema inovação não tem a ver, necessariamente, com tecnologia e atributos técnicos. É preciso entender qual o problema a ser resolvido e quais tarefas deverão ser realizadas para isso. “A inovação organizacional é a criação de mais valor na interface entre a tecnologia da empresa e seus modelos de negócios. Nem sempre a melhor tecnologia vence o jogo. Em Minas Gerais, Alair Martins, fundador e presidente do Grupo Martins, há muito definia sua inovação no atacado de forma simples e genial: ‘Vendo qualquer coisa, em qualquer quantidade e entrego em qualquer lugar do Brasil’. Eis um modelo de negócios inovador”, explica Drummond.

O papel dos gestores na criação e condução de uma empresa sustentável é determinante. “Liderar não tem nada de trivial”, constata o professor que continua: “Liderança envolve autoconhecimento (não autoajuda!), capacidade de engajar outros em um ambiente estimulante e criativo, além de visão de futuro. Eis um bom começo para se discutir o desenvolvimento dos gestores de nível médio nas organizações que, diga-se de passagem, tem papel fundamental na criação de conhecimento organizacional e na inovação. Ao discutir o crescimento sustentável das organizações, procuro formar líderes que compreendam o papel da inovação social e sustentável, aquela capaz de unir o lucro empresarial com o lucro social ao se distanciar das práticas de filantropia e caridade. Eis um bom começo”.

O evento se propõe a ser uma oportunidade para que as pessoas pensem, reflitam qual o tamanho da carreira que elas têm hoje e qual querem ter e tenham insights sobre onde querem chegar, fazendo coisas melhores para elas e para os outros. E é também um espaço para network.

O atual momento político e econômico do Brasil deve aparecer ao longo das discussões e especialmente nos momentos de convívio programados durante o evento. A ideia do governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema, de contratar uma empresa de “executive search” para selecionar os futuros secretários do Estado deve fazer parte da pauta.

“2018 é um ano atípico e, claro, a conjuntura brasileira vai aparecer nas conversas. A ideia do futuro governador de buscar profissionais de mercado é muito bem-vista pelos profissionais de RH. Como um empresário ele tem uma visão diferente sobre a importância das pessoas no processo. O setor público tem que ser mais profissionalizado e esse pode ser um bom começo”, analisa a presidente da ABRH-MG.