São Paulo – O Ibovespa fechou em alta de quase 3% ontem, puxado pelo avanço das ações de bancos e da Petrobras, mas também beneficiado pelos fortes ganhos em Wall Street, além de expectativas sobre a disputa eleitoral no País. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,83%, fechando a 85.717,56 pontos. O giro financeiro do pregão somou R$ 14,4 bilhões.

Nos Estados Unidos, as bolsas também tiveram acréscimos expressivos, refletindo resultados corporativos acima do esperado por companhias, entre elas o Goldman Sachs. O S&P 500 subiu 2,15%.

“Foi Nova York que ditou o ritmo no mercado no Brasil”, disse o chefe da área de renda variável da corretora de um banco em São Paulo, que pediu para não ter o nome citado, atribuindo o movimento a compras principalmente de investidores locais.

Dados da B3 de ontem mostraram saída de estrangeiros nos últimos três pregões da semana passada, no total de R$ 786 milhões. No mercado futuro, esses participantes também elevaram suas posições vendidas em índice.

Câmbio – Já o dólar terminou ontem em baixa, pelo segundo pregão consecutivo, mas longe da mínima do dia, quando foi abaixo de R$ 3,70, sob influência do ambiente mais positivo no exterior e após nova pesquisa eleitoral consolidar o cenário de ampla vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa à Presidência da República.

O dólar recuou 0,37%, a R$ 3,7203 na venda, acumulando, nesses dois pregões, queda de 1,55%. No mês até agora, o dólar já ficou 7,85% mais barato ante o real. Na mínima de ontem, a moeda marcou R$ 3,6922, mas o patamar acabou atraindo compradores. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,50%.

“O Ibope deu praticamente como certa a eleição de Bolsonaro”, afirmou o sócio da assessoria de investimentos Criteria Investimentos, Vitor Miziara, ao acrescentar que essa leitura justificou o mercado testar o suporte de R$ 3,70 na sessão.

Na noite de segunda-feira (15), o levantamento do Ibope mostrou que Bolsonaro tem 59% dos votos válidos, contra 41% de Fernando Haddad (PT), repetindo o quadro apontado no mesmo dia em pesquisa encomendada pelo BTG Pactual.

No exterior, o dia de ontem foi marcado pela busca por ativos de maior risco, o que faz o dólar perder força ante as divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano. Ante a cesta de moedas, o dólar rondava a estabilidade. (Reuters)