Brasília e São Paulo – Os preços no atacado voltaram a subir e o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou a alta a 0,20% na primeira prévia de fevereiro, contra variação positiva de 0,03% no mesmo período do mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) passou a registrar alta de 0,22%, depois de recuar 0,13% no na primeira leitura de janeiro. O IPA mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral.

Os Bens Intermediários desaceleraram a queda a 0,09%, ante recuo de 0,83% no mês anterior, com destaque para o comportamento do subgrupo combustíveis e lubrificantes para produção, cujos preços subiram 1,93%.

Para o consumidor, a pressão sobre os preços diminuiu, dado que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, desacelerou a alta a 0,14% na primeira prévia de fevereiro, contra avanço de 0,38% no período anterior.

O grupo Alimentação deu a principal contribuição para o movimento ao desacelerar a alta a 0,12%, ante avanço de 0,71%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, teve alta de 0,25% na primeira leitura de fevereiro, de 0,27% antes.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

Focus – Os economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central voltaram a reduzir sua perspectiva para a inflação neste ano pela quarta semana seguida e ainda mais abaixo do centro da meta, mantendo o cenário de estabilidade da taxa básica de juros.

O levantamento divulgado ontem mostrou que a projeção para a alta do IPCA em 2019 caiu a 3,87%, de 3,94% na semana anterior. Para 2020 permanece a expectativa de inflação de 4%.

O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e, de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
As contas para o dólar também permaneceram inalteradas, com a moeda estimada em R$ 3,70 no fim de 2019 e R$ 3,75 em 2020.

Para a atividade econômica, as perspectivas não mudaram, com a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,5% tanto para este ano quanto o próximo.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros Selic deve permanecer inalterada no atual piso histórico de 6,5% no fim de 2019, subindo a 8% no fim do próximo ano. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, vê o mesmo cenário. (Reuters)