Minas Gerais concentra um dos acervos históricos e culturais mais importantes do Brasil, além de uma natureza generosa - Foto: Pedro Vilela

Minas Gerais, dono de um dos acervos histórico-culturais mais importantes do País e de uma natureza generosa, que reúne três diferentes biomas – Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga – apresenta um grande potencial para o turismo. Dividida em 47 circuitos turísticos, que obedecem as legislações estadual e federal de regionalização, tem na gastronomia o carro-chefe da divulgação e promoção do Estado como destino nacional e internacional.

Apesar de toda essa riqueza, o turismo representa pouco na produção de riquezas dominada por setores tradicionais, especialmente a mineração, a siderurgia e o agronegócio. A própria estrutura turística é um grande desafio para gestores públicos e privados.

De acordo com o Censo Turismo 2017 realizado pela Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG), publicado em abril, em relação à Promoção Turística, 68% dos respondentes afirmaram possuir banco de imagens e 55% sites promocionais dos destinos. Porém, ferramentas mais robustas como a realização de um plano de marketing foi apontada como existente por apenas 12% dos municípios.

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O que os candidatos prometem

A disponibilização de informações também é um grande gargalo. Estruturas simples como um centro de atendimento ao turista não existem em 77,1% dos municípios. 56,6% dos respondentes afirmaram não existir material promocional do município. O maior ponto de atenção foi detectado no eixo de Monitoramento e Pesquisa. Observou-se que os municípios ainda enfrentam obstáculos para um levantamento eficiente de informação, tais como obter dados do perfil dos turistas ou número de empregados do setor, em que apenas 13% e 6,7% dos municípios, respectivamente, afirmaram possuir um monitoramento.

Diante disso, o DIÁRIO DO COMÉRCIO perguntou aos membros da cadeia produtiva do turismo mineiro qual pedido fariam ao novo governador de Minas Gerais, que assumirá o posto em primeiro de janeiro de 2019. Alguns apontaram necessidades específicas dos setores que representam. Já outros, fizeram pedidos conjunturais e estruturantes.

Ouvimos também os candidatos que expuseram suas propostas e que grau de importância dão ao setor para o desenvolvimento econômico e social do Estado. Alguns têm uma percepção bastante ampla sobre o tema, já outros sequer têm o tema “turismo” nas propostas de governo registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).