Crédito: Marcos Santos/usp imagens

Pelo segundo mês seguido a inadimplência entre os moradores de Belo Horizonte apresentou redução. Em maio, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, foi registrada uma leve queda de 0,29% no número de consumidores com o nome inscrito no cadastro de devedores do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). As informações forma divulgadas na quarta-feira (19) pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH)

Esse resultado pode ser explicado devido a queda do desemprego na Capital, que passou de 13,9% no primeiro trimestre de 2018 para 12,5% nos três primeiros meses deste ano.

“Ao retornar para o mercado de trabalho os consumidores voltam a ter renda e com isso conseguem destinar uma parcela de seus recursos para a quitação de seus débitos e assim sair da inadimplência”, comenta o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Já na comparação com abril, a inadimplência aumentou 0,79%, mas apesar da alta, o resultado registrado é menor do que o apresentado na mesma base de comparação nos dois últimos anos.

Entre os gêneros, a inadimplência apresentou redução entre homens e mulheres, porém a retração foi menor para o público feminino (-0,69%), enquanto no masculino foi de -1,68%.

“Com mais dificuldade para retornar ao mercado de trabalho, as mulheres seguem com menos renda disponível para o pagamento de suas contas atrasadas”, esclarece Silva.

Além disso, outro fator que contribui para explicar a inadimplência maior do público feminino é que os rendimentos reais também são menores para elas

Em maio foi registrada redução de 3,92% no número de débitos em atraso. Houve queda de 3,92% no número de débitos vencidos na comparação com o mesmo mês no ano anterior.

Assim como mostrado no Indicador de Inadimplência, a maioria das dívidas (16,06%) está entre as pessoas com mais de 65 anos. Nessa faixa de idade encontram-se os aposentados, que normalmente têm um aumento de gastos com a saúde e alimentação, impedindo que eles destinem seus recursos para o pagamento dos débitos.

“As pessoas nesta faixa etária também são as responsáveis financeiras pelas famílias, e sentiram mais no bolso os reflexos da elevação das despesas. Muitos, inclusive, vivem apenas com a renda da aposentadoria, o que dificulta que sobre recursos para a quitação das dívidas”, esclarece Silva.

Entre os gêneros, em ambos o número de dívidas vêm caindo, mas entre as mulheres o recuo foi menor, de 4,43%. Já entre os homens, a queda foi de 5,12%.

Empresas – O número de empresas com contas em atraso e registradas no cadastro de inadimplentes cresceu 3,88% em maio ante o mesmo intervalo de 2018. Na comparação com o mês imediatamente anterior, houve alta de 1,23% na inadimplência. Apesar das altas, o ritmo de crescimento é menor do que o apresentado nos anos anteriores.

Já o número de dívidas contraídas em nome de pessoas jurídicas avançou 1% na comparação mensal (Mai.19/Abr.19).

“A elevação das dívidas ainda é reflexo das dificuldades financeiras geradas com a crise. A melhora da atividade econômica ainda não tem sido suficiente para que as empresas saiam completamente do endividamento”, conclui o presidente da CDL/BH. Já na variação anual (Mai.19/Mai.18), a quantidade de contas em atraso recuou levemente em 0,14%. (Da Redação)