Estamos no páreo para abrigar uma chinesa produtora de smartphones, revela Toscano - Créditos: Divulgação

Minas Gerais deverá receber mais de R$ 10 bilhões em recursos privados nos próximos anos, conforme a carteira da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi).

O montante engloba projetos já aprovados e em andamento pelo governo do Estado e poderá ser ainda maior, considerando os esforços da nova gestão para destravar impasses e burocracias, bem como para atrair novos investimentos.

“O trabalho do Indi não é apenas captar. Após a confirmação do interesse do investidor precisamos acompanhar todo o processo e procedimentos para a execução no menor tempo possível, além dos efeitos posteriores como geração de emprego e renda. Hoje, possuímos projetos encaminhados em diversos estágios, muitos deles robustos e na casa dos bilhões”, explicou o diretor-presidente Thiago Toscano.

Estes investimentos, conforme Toscano, têm previsão de saírem do papel no prazo de quatro a seis anos. E o principal desafio de sua equipe, empossada há cerca de um mês, será, justamente, de destravá-los e garantir suas execuções.

“Este será o nosso principal desafio. Projetos em diversas áreas de atuação que foram acumulados e agora precisam ser continuados, principalmente nos segmentos de infraestrutura e energia, que os governos anteriores prometeram, anunciaram, mas que não saíram do papel”, comentou.

Em relação à atração de novos investimentos, o diretor-presidente destacou que são três as linhas de atuação: fornecimento do maior volume de informações a possíveis investidores, trabalho proativo na captação dos aportes e auxílio na renegociação de dívidas de empresas já atuantes em Minas Gerais.

Banco de dados – Para isso, a agência já conta com um sistema de informações georreferenciadas utilizado apenas internamente e que, em breve, será disponibilizado publicamente e on-line. A ferramenta, de acordo com Toscano, mapeia todas as áreas disponíveis no Estado, de acordo com as características solicitadas pelo investidor. Segundo ele, são todas informações exclusivas.

“Ninguém possui um banco de dados tão completo. Por meio de uma busca identificamos a área ideal para a empresa fazer o investimento, de acordo com a demanda. A partir desta ferramenta, conseguimos ser mais competitivos na hora de disputar investimentos com outros estados, por exemplo”, explicou.

A intenção com todos estes esforços, segundo o diretor-presidente, é confirmar a agência como porta de entrada para o empreendedor em Minas Gerais, conforme orientação do secretário de Desenvolvimento Econômico, Manoel Vitor, de maneira que todo investimento privado a ser feito no Estado, passe por interlocução do Indi. E isso já está funcionando.

De acordo com Toscano, as consultas por interessados a investir em Minas já estão aumentando e a competitividade do Estado perante os demais também.

“Estamos no páreo, por exemplo, para abrigar uma empresa chinesa produtora de smartphones. Os investidores nos demandaram duas opções de locais com determinadas características e enviamos três: Montes Claros, Betim e Varginha. Agora é aguardar a decisão”, revelou.

ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS

Linhas de atuação:

• Fornecimento do maior volume de informações a possíveis investidores;
• Trabalho proativo na captação dos aportes;
• Auxílio na renegociação de dívidas de empresas já atuantes em Minas Gerais.