Funcionários do Banco Inter celebraram, ontem, o alcance de 1 milhão de clientes - Foto: Banco Inter/Divulgação

O número de correntistas do Banco Inter deu um salto de 163% do fim do ano passado até agora, saindo de 380 mil correntistas e atingindo ontem a marca de 1 milhão, sendo ultrapassado no mesmo dia. Levando-se em consideração o ano de 2016, quando o banco consolidou as operações no varejo, o avanço é mais significativo: no fim daquele ano, eram 80 mil contas correntes. Ao final do primeiro semestre deste ano, o banco estava com 740 mil contas correntes.

Presidente do Banco Inter, João Vitor Menin atribui a velocidade do crescimento a fatores como modelo do negócio – o Banco Inter é totalmente digital –; a oferta de conta corrente gratuita; a uma plataforma completa, com serviços diversos; e, principalmente, à propaganda boca a boca.

A divulgação dos resultados foi feita ontem por Menin, na sede do banco, na Cidade Jardim, região Centro-Sul de Belo Horizonte, em evento com funcionários. Os dados são referentes às contas físicas, que somam-se cerca de 50 mil contas jurídicas.

O avanço nas contas correntes ocorre no mesmo ano em que o Inter entrou para a bolsa de valores, com o levantamento de R$ 721,9 milhões. Segundo o executivo, a operação foi primordial para o crescimento rápido e sustentável das operações.

Menin evitou falar sobre projeções de quando o banco pretende atingir a marca dos 2 milhões de correntistas, mas afirmou que, devido à ida ao mercado de capitais, a instituição tem estrutura para garantir tal avanço. A partir daí, segundo ele, seriam necessárias novas tomadas de capital, “lembrando que o nível de lucratividade não vai na mesma velocidade do crescimento”. No segundo trimestre de 2018, o lucro do banco foi de R$ 28,4 milhões.

Nos planos de expansão do banco está a internacionalização, mas sem destino definido. O executivo explica que o avanço dos aplicativos rompe fronteiras e facilita esse tipo de operação. O banco também pretende ampliar os produtos. Atualmente, o banco oferece serviços diversos, como conta corrente, cartão de débito e crédito, empréstimos, poupança e até recarga de celulares.

A concorrência no segmento de bancos digitais – com outros bancos como Nubank e Original – vem se dando de maneira saudável, na avaliação de Menin. “Mudar o modelo bancário não é algo que se faz sozinho”, pondera. Sobre o furto de dados de clientes do banco ocorrido neste ano, o presidente do Inter avalia que esse é um problema superado, que não abalou a confiança na instituição.

Quanto à eleição presidencial, Menin disse considerar que as agendas dos principais candidatos estão muito “carregadas” para o setor bancário. Para ele, o caminho é buscar que o sistema seja mais acessível ao brasileiro.

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Crédito imobiliário – O avanço do crédito imobiliário, com oferta de taxas mais atrativas, está nos planos do Banco Inter, segundo informou o vice-presidente da instituição financeira, Alexandre Riccio. Ele explica que o banco atua em dois grandes grupos: empréstimo com garantia de imóvel e consignado. “Há um esforço para levar crédito de custo menor para a população”, apontou. Cerca de 80% das receitas do banco vêm do crédito. Esse número já chegou a ser de 95%, mas perdeu espaço com o incremento de receitas de serviços digitais. As receitas do crédito imobiliário respondem por aproximadamente 60% dos ativos de crédito do banco.