Rede Batista tem 13 escolas em MG focadas no ensino básico, do berçário ao ensino médio - Créditos: Divulgação

O Instituto Pedagógico de Minas Gerais (Ipemig) é o novo proprietário da Faculdade Batista, que tem sede no bairro Floresta, região Leste da Capital. A instituição foi vendida pela Rede Batista, que decidiu focar no ensino básico por meio de suas 13 unidades espalhadas pelo Estado. O valor da transação não foi revelado.

De acordo com o diretor acadêmico do Ipemig e da Faculdade Batista, Eduardo Dias, a meta da nova mantenedora é ampliar o portfólio de cursos oferecidos pela faculdade com foco no tema de tecnologias emergentes.

Atualmente, a faculdade oferece sete cursos de pós-graduação e quatro cursos de graduação. O contrato de venda da instituição prevê que apenas o curso de graduação e pós graduação de teologia permanece sob o controle acadêmico da Rede Batista.

A marca “Faculdade Batista” também foi cedida ao instituto por um período de cinco anos. Os estudantes matriculados continuarão sendo certificados pela Faculdade Batista durante esse período.

O diretor do Ipemig explica que a compra é estratégica para a expansão do instituto, que atua há 10 anos com foco na pós-graduação e na capacitação de docentes.

O Ipemig tem 200 cursos de especialização em seu portfólio e 40 mil alunos, sendo a maioria do segmento de educação a distância. Dias afirma que a compra da Faculdade Batista trará ainda mais força para a marca do Ipemig e permitirá que o instituto avance em número de cursos, inclusive presenciais.

“A Faculdade Batista traz a tradição da Rede Batista, que tem reconhecimento no mercado e uma vocação consolidada no segmento. Nós, que temos expertise em educação a distância e na capacitação de professores por meio da pós-graduação, chegamos para somar. Ainda é cedo para falar em metas, mas acreditamos que a tendência é de crescimento, inclusive na ofertas de cursos presenciais”, afirma. Segundo ele, parte da operação do Ipemig que ficava na avenida Amazonas passa para a sede da faculdade, no Floresta.

Dias explica que o Ipemig deve manter as características da faculdade, assim como o padrão de ensino. Mas, ele afirma que o interesse do instituto é ampliar a atuação da instituição, principalmente nos cursos de pós-graduação.

“Já estamos reabrindo os cursos de Redes de Computadores e Banco de Dados e pedindo autorização no MEC para novos cursos, como Recursos Humanos, Gestão Comercial, Matemática, Pedagogia, Artes Visuais e Letras. Em breve, também pretendemos ter cursos na área de saúde”, adianta. Outro foco do instituto será nas tecnologias emergentes.

“O profissional do século 21 precisa entender os instrumentos tecnológicos, então nosso diferencial passará por cursos que contemplem esse tema”, frisa.

O diretor-geral da Rede Batista, Valseni Braga, explicou que a venda da faculdade faz parte de um movimento da instituição para concentrar esforços no ensino básico.

A rede tem outras 13 unidades no Estado focadas nesse atendimento, desde o berçário até o ensino médio.

“Nesse momento, em que o mercado de ensino superior está muito competitivo, é mais interessante para nós focar no segmento em que temos maior força, que é o ensino básico. O Ipemig tem muito apetite pelo Ensino Superior, então essa venda será positiva para ambas as instituições, que poderão se fortalecer onde têm expertise”, afirma.