São Paulo – A recuperação da economia brasileira terá um respiro em agosto, com desempenho positivo da ampla maioria dos indicadores, mas provavelmente escorregou novamente em setembro, sugerindo fraqueza no ritmo do Produto Interno Bruto (PIB), segundo mostrou, ontem, uma pesquisa do banco Itaú.

O cálculo sobre o desempenho mensal da economia realizado pela instituição, chamado PIB Mensal Itaú Unibanco com ajuste sazonal, registra avanço de 0,8% em agosto sobre o mês imediatamente anterior, informou o banco em um comunicado.

“A alta do PIB mensal Itaú Unibanco, a dinâmica recente dos índices de confiança e a difusão dos principais indicadores mensais apontam para um quadro de crescimento subjacente da economia brasileira melhorando desde junho, mas ainda em ritmo fraco”, disse o banco.

Sete dos 13 itens do PIB mensal do Itaú avançaram em agosto em relação julho, liderados pelo avanço de 3,1% em serviços de transporte, mais que compensando o recuo de 0,9% do mês anterior. A maior queda foi da indústria extrativa, de 2%, influenciada pela parada de refinarias de petróleo para manutenção.

De acordo com o Itaú, a atividade econômica está 1,5% superior à média de fevereiro a abril, período anterior à paralisação dos caminhoneiros que interrompeu o fornecimento à indústria, gerou desabastecimento e prejudicou a retomada da economia no fim de maio.
Para o mês de setembro, “com base em indicadores coincidentes já divulgados”, a projeção é de um recuo de 1,3% na mesma base de comparação, “compensando a alta de agosto”, segundo o banco.

Com base nesta estimativa de setembro, o Itaú calculou uma variação positiva de 1,3% para o terceiro trimestre do ano. (Reuters)