São Paulo – A JBS, maior processadora de carne bovina do mundo, está pronta para colher os benefícios da demanda adicional decorrente do surto de febre suína africana na China, que reduziu a produção de carne suína.
Nos primeiros quatro meses do ano, as vendas de carne bovina da unidade australiana para a China subiram 80%, disseram executivos da JBS ontem durante teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre.

“No Brasil, já estamos vendo um aumento nas exportações de carne suína, tanto em volume quanto em preço”, disse a analistas o presidente-executivo, Gilberto Tomazoni.

O executivo afirmou esperar que as vendas de todas as proteínas, e não apenas da carne suína, aumentem devido ao vírus.

Geração de caixa – O recente surto da doença na China impulsionará a geração de fluxo de caixa da companhia nos próximos trimestres, afirmaram analistas do Itaú BBA em nota aos clientes.

O Itaú acredita que a doença pode levar a JBS a gerar lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de até R$ 21 bilhões em 2020.

Na segunda-feira (13), a companhia informou que o lucro líquido mais do que dobrou no primeiro trimestre.

A receita líquida total subiu 11,5% no período, para R$ 44,37 bilhões, com ajuda de sua divisão de carne bovina nos Estados Unidos e da Pilgrim’s Pride.

Em cada uma dessas divisões, a receita líquida subiu mais de 15%, informou a JBS. (Reuters)