Créditos: Agência Câmara

Brasília – A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), afirmou otnem que “obviamente” não é bom para ninguém uma eventual greve dos caminhoneiros e defendeu a decisão do presidente Jair Bolsonaro de ter atuado diretamente para suspender o aumento no reajuste de 5,7% no preço do óleo diesel nas refinarias na semana passada.

“O presidente é absolutamente responsável pelas decisões que tomou. Se ele tomou essa decisão, ele sabe o que está fazendo. Não cabe à líder do governo questionar posição do presidente da República, estou aqui para servir”, disse Joice, em entrevista na chegada do Palácio do Planalto para uma reunião com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Onyx participou na tarde de ontem uma reunião com os ministros Bento Albuquerque (Minas e Energia), Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Paulo Guedes (Economia), e os presidentes do BNDES, Joaquim Levy, da Petrobras, Roberto Castello Branco, além dos ministros Carlos Alberto Santos Cruz (Secom) e Floriano Peixoto (Secretaria-Geral) para discutir a política de preços do diesel para os caminhoneiros.

A líder afirmou que o presidente está abrindo um canal de interlocução e disse tê-lo visto “bastante preocupado” com o reajuste do diesel que poderia impactar a inflação.

Ela disse que ele quer ter todos os números na mesa para avaliar se o eventual aumento é justo. “Tenho certeza absoluta, e vocês podem ter certeza, de que não haverá política intervencionista neste governo”, frisou.

Questionada se a decisão de suspender o reajuste estaria atrelada a uma ameaça de greve de motoristas, a líder do governorespondeu: “Não vou dizer para você que pesa A, B ou C, não é bom para ninguém obviamente uma greve dos caminhoneiros. Por óbvio que não, todos saem no prejuízo, inclusive a categoria dos caminhoneiros”, disse. (Reuters)