Mais do que novas ideias, que façam sentido gerando melhoria nos processos e produtividade é o que os jovens esperam oferecer e receber das empresas em que trabalham. Para eles, o mercado já se abriu a ouvir novas ideias, mas ainda falta promover o engajamento.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), com mais de 16 mil jovens, em dezembro do ano passado, com jovens na faixa etária entre 15 e 28 anos, 43,36% responderam “sim, mas precisam fazer sentido e gerar produtividade”, para a pergunta “você acha o meio corporativo aberto a novas ideias?”

No geral a percepção dos jovens sobre o tema é muito positiva. Segundo a recrutadora do Nube, Marianne Tavares, esse índice aponta para um mercado mais maduro que compreendeu a importância fomentar o diálogo entre as gerações.

“Conseguimos perceber que os jovens não querem a inovação pela inovação simplesmente. Essa vontade está diretamente ligada ao domínio da tecnologia. Eles a enxergam como a principal ferramenta para a resolução de problemas. Essa é uma tendência atualizadora. O último século apresentou muitas mudanças de comportamento e isso vai também para o ambiente corporativo. O mercado muda porque a sociedade muda. Os processos são cada vez mais rápidos, acelerados pela evolução tecnológica.

Hoje contamos em segundos a chegada de uma informação”, explica Marianne Tavares.

Já para 26,84%, a resposta é: “depende do ramo da empresa e dos gestores”. Já outros 26,7% afirmam: “sim! Todas as inovações saem desse mundo”. “É normal os jovens quererem levar as novas ideias para o mundo do trabalho. E o argumento da produtividade é utilizado também para vencer resistências. Para isso ambientes diversos, abertos ao diálogo e que dão valor à liberdade de expressão são os mais bem-sucedidos”, avalia a recrutadora do Nube.

Ambiente fechado – Entretanto, existem aqueles que não conseguiram enxergar um clima tão propício para as novas ideias. 1,89% comentaram: “pelo contrário, você precisa se adaptar sem dar opiniões”. Por fim, 1,20% acreditam: “nem um pouco, é muito fechado para novidades”.

“É importante ter um ambiente que estimule a comunicação, ambientes acolhedores para o compartilhamento e aprimoramento de ideias e escuta. A falta de feedback pode levar a uma percepção de que não existe audição ou que ela não passa de um teatro. Essa impressão também pode vir de experiências anteriores mal sucedidas, em ambientes muito conservadores”, completa a analista.